São Paulo confirma 11 casos de sarampo; especialista reforça importância da vacinação
Infectologista alerta que a cobertura vacinal ainda está abaixo dos 95% necessários para impedir a circulação do vírus
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Onze casos de sarampo foram confirmados em São Paulo neste ano, distribuídos em quatro distritos da capital. Os registros envolvem seis mulheres e cinco homens, com idades entre cinco meses e 53 anos. Apesar do aumento dos casos, o infectologista Antônio Bandeira afirma que a situação está sob controle. “É muito importante que a gente entenda que esses casos são casos isolados”.
Segundo o especialista, os casos têm relação com a circulação internacional do vírus. Em fevereiro e março, o Brasil registrou ocorrências importadas da Bolívia e da Guatemala. Além disso, a situação nos Estados Unidos, que, segundo Bandeira, “está uma bomba-relógio”, também contribui para a chegada do sarampo por meio de viajantes. No ano passado, o país norte-americano enfrentou uma epidemia da doença e, em novembro deste ano, será discutida a manutenção do status de país livre do vírus.

“O sarampo é a doença mais transmissível que existe. Em média, um doente transmite para 18 pessoas”, afirma Antônio Bandeira. Para reduzir o risco de transmissão, a Secretaria da Saúde recomenda a chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses nas áreas afetadas. A medida funciona como uma proteção adicional, criando uma barreira vacinal se novos casos forem registrados.
Os primeiros sintomas do sarampo incluem febre alta, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo. “Quando ela começa com o quadro clínico, ela já começa a transmitir o sarampo”, explica o infectologista. De acordo com ele, a transmissão ocorre desde o início dos sintomas, o que torna o diagnóstico e o isolamento rápido fundamentais para evitar novos contágios.
Embora o Brasil tenha recuperado o certificado de país livre do sarampo em 2024, a cobertura vacinal ainda preocupa os especialistas. Atualmente, cerca de 91% das crianças recebem a primeira dose da vacina, enquanto apenas 75% completam o esquema com a segunda dose.
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O doutor Antônio Bandeira reforçou a importância da imunização completa: “Quando a gente olha esses dados, a gente fica muito preocupado, porque o sarampo precisa que realmente as crianças tenham as duas doses, porque, com as duas doses, você tem uma segurança muito grande de prevenção”.
Para o infectologista, mais importante do que a manutenção de certificados internacionais é garantir que a cobertura vacinal alcance ao menos 95%, o índice considerado necessário para impedir a circulação sustentada do vírus e proteger a população contra novos surtos.
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