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Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais reforça alerta para doença silenciosa

Dados do DataSUS mostram que o risco de morte por hepatite viral aumenta de forma significativa entre idosos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O vírus da hepatite mata 3.500 pessoas por dia, com maior risco de morte entre idosos.
  • A mortalidade hospitalar por hepatite viral no Brasil aumenta com a idade, chegando a quase 21% em pacientes com 80 anos ou mais.
  • As hepatites virais são classificadas em tipos A, B, C, D e E, e muitas vezes são silenciosas e assintomáticas.
  • Prevenção inclui higienização de alimentos, uso de preservativos e vacinação contra a hepatite B.

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De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o vírus da hepatite mata 3.500 pessoas por dia. No Brasil, um em cada cinco pacientes com 80 anos ou mais, internados por hepatite viral no SUS (Sistema Único de Saúde), morrem durante a hospitalização. A mortalidade hospitalar sobe de forma constante com a idade: de 6,5% entre adultos de 18 a 59 anos e quase 21% a partir dos 80 anos.

Os dados são do DataSUS e ganham ainda mais relevância no Julho Amarelo, mês de conscientização sobre a doença, e, nesta terça-feira (28), é comemorado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Em muitos casos, as infecções são silenciosas e assintomáticas, mas causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado. Elas são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D ou E.


A médica patologista da SBPC (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica), Maria Gabriela de Lucca explicou que as hepatites virais são causadas por fatores que podem ser combatidos e prevenidos. Por exemplo, as hepatites A e E são transmitidas por via fecal-oral e podem ser evitadas adotando o hábito de higienizar bem os alimentos antes do consumo e evitando a ingestão de alimentos crus.

Já as hepatites B, C e D são transmitidas sexualmente e podem ser prevenidas por meio do uso de preservativos e, especificamente para a hepatite B, por meio da vacinação. De acordo com a médica, o saneamento básico ainda representa um desafio, e há uma grande falta de informação sobre esse assunto no Brasil. “A gente tem que fazer ações como essa, de multiplicação de informações verdadeiras, para que as pessoas conheçam sobre a doença”, concluiu.

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