Logo R7.com
RecordPlus

Entidades de saúde analisam projeto contra agrotóxicos na terça 

Após aprovação de projeto de lei que flexibiliza uso de agrotóxicos, Greenpeace, Fiocruz, Ibama e Anvisa vão debater redução da substância 

Saúde|Deborah Giannini, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Projeto de lei que altera lei atual de agrotóxicos foi aprovado nesta segunda
Projeto de lei que altera lei atual de agrotóxicos foi aprovado nesta segunda

O Greenpeace afirmou que “um outro caminho é possível” após a aprovação do projeto de lei que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil nesta segunda-feira (25).

Nesta terça-feira (26) será realizada uma audiência pública com a presença da Fiocruz, Ibama, Inca e Anvisa para analisar o projeto de lei que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos em uma Comissão Especial da Câmara.


“Este pacote aprovado hoje vai totalmente na contramão do que a sociedade quer. Os membros da Comissão viraram totalmente as costas para a população. Fica muito claro que esses parlamentares atendem apenas aos interesses da indústria de pesticidas e do agronegócio”, afirmou Marina Lacôrte, especialista do Greenpeace em Agricultura e Alimentação.

A sessão desta segunda-feira resultou em 18 votos favoráveis e nove contrários. O projeto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado, onde poderá ser modificado, e pela sanção presidencial, para entrar em vigor.


Chamado de “Pacote do Veneno” por ambientalistas e entidades ligadas à saúde, o projeto de lei 6299/2002 altera a lei atual, liberando o uso indiscriminado de agrotóxicos.

“Algumas dessas substâncias são sabidamente cancerígenas, atualmente proibidas no Brasil. Se aprovada pelo Congresso, essa proposta acarretará mais veneno na comida e prejuízo ao meio ambiente”, afirmou o Greenpeace.


Leia também: Ameaça de bomba suspende reunião sobre projeto do agrotóxico

Na sessão da última quarta-feira (20), a ONG assumiu ter colocado uma “falsa bomba” - uma maleta com alarme no fundo do plenário da comissão.


Nesta segunda-feira (25), não foi permitida a entrada de representantes da sociedade civil, que ocorreu a portas fechadas.

Por meio de nota, a ONG ressaltou alguns pontos desse projeto de lei. Entre eles o de que transfere o poder de aprovação do uso de agrotóxicos ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tornando apenas consultivo no processo de avaliação e aprovação órgãos como a Anvisa e o Ministério do Meio Ambiente.

Saiba mais: Líder mundial, Brasil pode ganhar mais agrotóxicos na comida

“Altera ainda o termo 'agrotóxico' para 'pesticidas' em uma tentativa de mascarar a nocividade dessa substância e ainda confere registro temporário sem avaliação para os agrotóxicos que não forem analisados no prazo estabelecido pela nova lei”, afirmou.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.