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Estado de saúde de enfermeira britânica infectada com ebola é "crítico"

Saúde|Do R7

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(atualiza com declarações de responsáveis políticos) Londres, 3 jan (EFE).- O estado de saúde da enfermeira britânica infectada com o vírus ebola piorou e agora é "crítico", apontou neste sábado um comunicado do hospital londrino Royal Free, onde está internada. Pauline Cafferkey, que retornou há quase uma semana a Glasgow (Escócia) desde Serra Leoa, foi hospitalizada no Royal Free na terça-feira para receber tendimento especial. Segundo uma nota da unidade de saúde, o estado de Pauline se deteriorou nos últimos dois dias. A enfermeira chegou no domingo a Glasglow após um voo que fez escala em Casablanca (Marrocos) e no aeroporto londrino de Londres, onde foi permitida sua viagem à Escócia apesar de comunicar para as autoridades que se sentia mal. Há poucos dias, os médicos do hospital informaram que Pauline começou a receber um tratamento experimental elaborado com plasma sanguíneo de sobreviventes da doença. A doente é funcionária do Serviço Nacional de Saúde (NHS, por sua sigla em inglês) e trabalhava em Serra Leoa com a organização humanitária "Save the Children". O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou neste sábado pelo Twitter que seus "pensamentos e rezas estão com a enfermeira Pauline Cafferkey, cujo estado é crítico". O ministro britânico da Saúde britânico, Jeremy Hunt, afirmou em um breve comunicado que a paciente recebe o "melhor tratamento possível" e também expressou solidariedade com "a enfermeira e seus amigos neste momento difícil". A ministra principal da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que pensa em Cafferkey e sua família neste momento "tão angustiante" e agradeceu a dedicação dos médicos que a atendem. Este é o segundo caso britânico de ebola, após o do enfermeiro William Pooley, que contraiu o vírus em agosto enquanto trabalhava em Serra Leoa, mas se recuperou após ser repatriado a Londres para receber tratamento no hospital Royal Free. Em virtude dos protocolos em vigor no Reino Unido, qualquer pessoa que seja diagnosticada com ebola deve ser transferida à unidade de isolamento preparada especialmente no hospital Royal Free da capital britânica o mais rápido possível. Segundo as autoridades da área de saúde britânicas, esta unidade conta com todas as instalações e pessoas capacitadas para assegurar que o paciente recebe o melhor dos cuidados. Os analistas especificaram que o contágio do ebola é maior quando surgem os sintomas. O ebola -cujos primeiros sintomas são febre, dores musculares, cansaço e dor de cabeça- causou a morte de quase oito mil pessoas na África Ocidental desde que o surto começou há um ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que o número de pessoas infectadas em Serra Leoa, Libéria e Guiné superou o número de 20 mil. EFE vg/vnm

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