EUA fará pesquisa para mapear cérebro humano
Presidente Barack Obama irá anunciar o estudo nesta terça-feira (2)
Saúde|Do R7

O presidente Barack Obama anunciará nesta terça-feira (2) um amplo projeto de pesquisa do cérebro que será iniciado no próximo ano com um investimento inicial de R$ 200 milhões. Segundo o jornal The New York Times, a iniciativa será similar ao Projeto do Genoma Humano e priorizará a identificação e localização dos circuitos cerebrais para especificar como funcionam suas milhares de células.
Ao contrário do projeto do genoma, cuja principal meta era traçar um "mapa" dos genes humanos, o projeto de pesquisa do cérebro não conta com um objetivo definido. Segundo os cientistas envolvidos no projeto, a ideia da pesquisa é promover tecnologias capazes de fazer com que os pesquisadores produzam imagens dinâmicas do cérebro, as quais poderão revelar como as células individuais e os complexos circuitos de neurônios interagem na velocidade do pensamento.
Apesar da falta de objetivo específico, os cientistas alegam que estes conhecimentos poderiam contribuir para o tratamento ou a prevenção de inúmeros transtornos, como o mal de alzheimer, parkinson, epilepsia, autismo e esquizofrenia. Os fundos iniciais que serão destinados à pesquisa virão dos Institutos Nacionais de Saúde, da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa, e da Fundação Nacional de Ciência.
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A pesquisadora Cori Bargmann, da Universidade Rockefeller, e William Newsome, da Universidade de Stanford, estarão a cargo do plano inicial do projeto, que, segundo o jornal NYT, ficará restrita às metas específicas e aos cálculos de custos para orçamentos futuros. Embora os estudos atuais já consigam registrar algumas centenas de mensagens elétricas, o projeto de pesquisa cerebral em questão parte em busca de um avanço mais considerável nesta área.
São necessárias novas tecnologias para o registro de milhares ou centenas de milhares de neurônios ao mesmo tempo", afirmou Newsome.
— Serão necessários novos enfoques teóricos, novas matemáticas e novos aparatos técnicos para conduzir o volume dos dados colhidos. O projeto surgiu a partir de uma reunião entre neurocientistas e nanocientistas realizada na capital londrina em setembro de 2011, a qual foi organizada por Miyoung Chun, bióloga molecular e vice-presidente de programas científicos da Fundação Kavli. A fundação, segundo explicou Miyoung, defende a ideia de que os próximos descobertas científicas mais importantes provirão da pesquisa multidisciplinar.













