Ferramenta de edição genética pode aumentar risco de câncer em células
Pesquisadores afirmam que a tecnologia, utilizada para remover defeitos genéticos, pode acidentalmente aumentar risco da doença
Saúde|Do R7

Uma tecnologia de edição de genes que está sendo explorada por cientistas no mundo todo como uma maneira de remover e substituir defeitos genéticos pode acidentalmente aumentar o risco de câncer em células, advertiram cientistas nesta segunda-feira (11).
Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e do Instituto Karolinska, na Suécia, disseram que mais estudos precisam ser feitos para avaliar se o uso da CRISPR-Cas9 --um tipo de "tesoura" molecular que torna a edição genética possível-- pode levar ao desenvolvimento de tratamentos que têm risco adicional de câncer.
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A equipe de pesquisadores, liderado por Jussi Taipale em Cambridge, descobriu que a CRISPR-Cas9 ativa um mecanismo que protege células contra danos no DNA, tornando a edição genética mais difícil.
Células que não contêm esse mecanismo são mais fáceis de serem editadas do que células normais, e isso pode levar a uma situação em que populações celulares com genoma editado tenham um número maior de células sem o importante mecanismo de proteção contra danos no DNA.
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Em estudo publicado na revista científica Nature Medicine, os pesquisadores alertaram que a falta desse mecanismo de proteção aumenta o risco de as células se tornem tumorosas, uma vez que o dano no DNA não pode mais ser corrigido.
"Embora nós ainda não entendamos os mecanismos... nós acreditamos que os pesquisadores precisam estar cientes dos potenciais riscos quando desenvolvendo novos tratamentos", disse Taipale em comunicado quando o estudo foi publicado.
"É por isso que nós decidimos publicar nossas descobertas assim que descobrimos que células editadas com a CRISPR-Cas9 podem se tornar cancerígenas."
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Um consenso nos consultórios médicos é o de que nenhum tipo de câncer em estágio inicial apresenta sintomas, apenas aqueles em uma fase mais avançada — daí o desespero de quem se vê diante de algum sinal do corpo de que algum órgão não vai bem. Só que, para modificar a ideia de que os sintomas seriam uma prova definitiva de uma doença terminal, neste Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, a oncologista clínica da Faculdade de Medicina da USP Ana Carolina Gouvêa explica que, mesmo em estágios avançados da doença, sempre haverá algo que possa ser feito. — É claro que quanto antes o câncer for descoberto, maiores serão as chances de cura. Mas ter sintomas não significa que não há mais saída, porque sempre há alguma coisa que a medicina possa fazer. O ideal é sempre procurar um médico, e também fazer os exames preventivos, independentemente de sintomas ou não. Só na América Latina, são diagnosticados 1,1 milhão de novos casos de câncer todos os anos, e 600.000 mortes de pacientes da doença. Conheça agora quais são os três tipos que mais afetam homens e quais mais afetam mulheres, e aprenda a ficar atento aos sintomas deles para se prevenir



















