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Filha mais velha de Mandela chama jornalistas internacionais de "abutres"

Saúde|Do R7

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Johanesburgo, 27 jun (EFE).- A filha mais velha de Nelson Mandela, Makaziwe Mandela, criticou nesta quinta-feira a imprensa internacional que cobre a hospitalização do ex-presidente da África do Sul, qualificando os meios de comunicação de "abutres", em entrevista à "SABC", emissora estatal. "Na verdade, são como abutres esperando que o leão acabe de comer o búfalo, para depois ver o que fazer com o corpo. Essa é a imagem que temos como família", afirmou Makaziwe em relação à imprensa internacional que se instalou em frente ao hospital onde Mandela está internado. A filha de Mandela comentou, além disso, que o fato de seu pai "ser um ícone global, uma das figuras de maior influência do século XX, não significa que as pessoas não tenham que respeitar sua privacidade e dignidade". "Eles não têm nem ideia do que está acontecendo no hospital. Nem sequer é possível entrar e sair", explicou Makaziwe, que afirmou que os jornalistas não estão respeitando os costumes africanos e nem os sentimentos da família. "Entendemos o interesse que isso desperta, mas achamos que estão passando dos limites", acrescentou. Além disso, de acordo com a filha de Mandela, "há um elemento racista na atitude" dos jornalistas internacionais. "Não quero dizer isso, mas vou: há um certo elemento racista em muitos jornalistas internacionais, porque estão ultrapassando muitos limites", explicou. Centenas de pessoas foram à porta do hospital Medi-Clinic Heart nos últimos dias para deixar mensagens de apoio a Mandela, internado no local desde 8 de junho. No domingo passado, a Presidência da África do Sul anunciou que Mandela estava em "estado crítico", momento no qual intensificou a presença dos meios de comunicação na porta do centro médico em questão. Nesta quinta-feira, Makaziwe afirmou que seu pai se encontra em estado "muito crítico", enquanto a Presidência sul-africana afirmou em comunicado que o "estado é crítico, mas estável". Nelson Mandela lutou durante 67 anos contra o regime do "apartheid", passando 27 anos na prisão, onde contraiu os problemas respiratórios que o afetam até hoje. Após ser libertado em 1990, Mandela liderou junto ao último presidente do "apartheid", Frederik De Klerk, o desmantelamento pacífico do regime segregacionista. Eleito presidente em 1994, Mandela conseguiu ma improvável paz racial, depois de mais de quatro décadas de dominação racista da minoria branca da África do Sul. EFE mg/ff (foto)

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