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Filho de BBB desenvolve lanterna que mata superbactérias e espera ficar mais famoso que a mãe

Aos 24 anos, jovem está em lista da Forbes dos 30 brasileiros mais influentes 

Saúde|Do R7*

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Com projeto de ciência na área da Saúde, Caio Guimarães entrou na lista da Forbes como um dos 30 jovens mais influentes do Brasil
Com projeto de ciência na área da Saúde, Caio Guimarães entrou na lista da Forbes como um dos 30 jovens mais influentes do Brasil

O estudante de engenharia elétrica Caio Guimarães, filho de Mariza, participante da atual edição do programa BBB (Big Brother Brasil), foi eleito pela revista Forbes um dos jovens com menos de 30 anos mais influentes do Brasil. Aos 24 anos, ele se destacou ao desenvolver uma lanterna capaz de matar superbactérias. O projeto foi realizado junto às Universidades de Harvard e MIT (Massachusets Institute of Technology), nos Estados Unidos, duas das mais conceituadas universidades do mundo.

De acordo com Guimarães, quando ele aderiu à pesquisa, a descoberta da luz já havia sido feita, mas o que os cientistas de Harvard não haviam conseguido era desenvolver uma maneira capaz de fazer a luz penetrar no tecido da pele.


— Desenvolvi um conjunto de agulhas que fazem a luz chegar onde a bactéria está instalada. Funciona como se fosse uma pequena lanterna, com algumas agulhinhas na ponta, por onde a luz sai.

Filho de Mariza, do BBB15, aparece na lista da Forbes como jovens destaques


Ao R7, o jovem conta que teve oportunidade de fazer esse trabalho em Harvard, pois já estudava na Hofstra University, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Em 2013, ele saiu do Brasil, após ser selecionado para participar do programa brasileiro Ciência sem Fronteira, que capacita universitários brasileiros em universidades americanas. Apesar da ansiedade, ele contou que só revelou a mãe que iria viajar, “quando estava com tudo certo”.

— Fiquei com medo de não dar certo e decepcionar as pessoas. Mas ela me apoiou em tudo. Estava muito orgulhosa de mim. Tenho uma mãe coruja.


Apesar da oportunidade do intercâmbio, Guimarães conta que sonhava em fazer estágio em algum centro de pesquisa do país. Foram mais de 2.000 e-mails até receber uma resposta

— Entrei no Google, joguei o nome da universidade e enviei e-mails por mais de uma semana, para todos os professores possíveis. Mandei mensagem até para professor que já estava aposentado.


Nesse processo, ele explica que soube de uma oportunidade de estágio com parceria entre Harvard e MIT, na área de saúde.

— Sempre quis trabalhar com a tecnologia na área de saúde, tanto que o curso que fui fazer nos EUA era de engenharia bioelétrica. Esperei semanas por uma resposta e fiquei muito feliz quando recebi o e-mail de que tinha sido aceito no programa de estágio.

Ao chegar em Boston, Caio ainda não sabia em que projeto seria colocado, mas logo apresentaram ao brasileiro a descoberta da luz que matava as superbactérias.

— Quando finalizei o projeto, fiquei sabendo que haveria uma feira para exposição dos trabalhos e procurei o meu orientador para me candidatar à apresentação.

Apesar das dificuldades, já que a feira era destinada somente para alunos de pós graduação, mestrado e doutorado, Caio conseguiu uma vaga, mas já sabia que não poderia concorrer ao prêmio.

— Quando fui assistir à premiação, até mesmo o meu orientador, que era o apresentador da feira, ficou surpreso com o resultado: meu trabalho tinha sido muito bem votado e eu acabei ganhando. Fiquei extasiado! Não sabia nem o que fazer na hora! É um orgulho para mim e para toda minha equipe e família. Deixa todos da área acadêmica felizes. É muito difícil ser valorizado com pesquisas.

Futuro

Por vínculo com o programa Ciência Sem Fronteiras, Caio precisa ficar no Brasil até agosto de 2016. Por isso ele trouxe a pesquisa para cá, mas afirma que continua em contato com os orientadores americanos.

— Trouxe minha pesquisa para dar continuidade a ela aqui, mas não tenho intenção de voltar para os EUA agora. Minha ideia é ir para outros lugares, para desenvolver meu trabalho e empreender. Quero apresentar um produto perfeito, porque existe muita burocracia em órgãos como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Atualmente, Caio dá palestras motivacionais e conta sua história.

— Tenho palestras fechadas até outubro deste ano. Construí minha sorte com muita dedicação e suor, e acho que minha história pode ajudar muitas pessoas a alcançarem seus objetivos.

Quem vai ficar mais famoso?

Apesar do sucesso ao sair na Forbes, o jovem estudante brincou que espera que o seu projeto renda mais do que a presença da mãe no BBB.

— Ela não foi para o BBB para ficar famosa. Foi pela experiência. Depois da casa, ela quer voltar à vida normal, dando aulas e com os trabalhos como artista plástica.

Guimarães disse que, mesmo que a mãe continue no programa, a fama vai ser momentânea.

— Não sei até onde ela vai na casa, nem quanto tempo essa fama vai continuar. Eu acredito que a minha pesquisa tem mais potencial para crescer e ganhar notoriedade.

*Colaborou Brenno Souza, estagiário do R7

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