Logo R7.com
RecordPlus
‌

Fim de horário de verão é bom para corpo, mas pode ser 'ruim' à cabeça

Fisiologistas destacam que fato mexe mais com "cuca" do que com organismo; entre ganhos para saúde está menor risco de problemas relacionados ao sono

Saúde|Deborah Giannini e Giovanna Borielo, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
O último horário de verão ocorreu entre 4 de novembro e 16 de fevereiro
O último horário de verão ocorreu entre 4 de novembro e 16 de fevereiro

Com o fim do horário de verão, o corpo não precisará mais passar por adaptações fisiológicas, o que é um ganho para a saúde, segundo os especialistas. No entanto, para a cabeça, pode ser o contrário. "Sair do trabalho e ainda estar claro dá a sensação de que é possível fazer alguma coisa. Nesse sentido, o horário de verão pode interferir mais na cuca do que no organismo", afirma o fisiologista Jamiro Wanderley, da Unicamp.

Leia também: 'Não teremos horário de verão neste ano', afirma Bolsonaro

‌

A psiquiatra Carolina Hanna, do Hospital Sírio-Libanês, explica que algumas pessoas podem ficar frustadas com o fim do horário de verão, no entanto, do ponto de vista da saúde mental, o fato é irrelevante. "O Brasil é um país com incidência solar muito alta. Não temos estatísticas expressivas de depressão sazonal. O fim do horário de verão não vai desencadear quadros de depressão", afirma.

"O curioso é que, como se trata de uma regra que funciona para todos, isso gera compartilhamentos de opinão, mexe com o coletivo", completa. 

‌

Leia também: Corpo terá menos tempo de ajuste a horário de verão 15 dias mais curto 

Wanderley destaca que o corpo humano tem grande capacidade de adaptação. Por essa razão, a vigência do horário de verão não trazia problemas de adaptação de uma forma geral. "Uma pequena parcela apresenta maior dificuldade para se adaptar a dormir mais cedo e acordar mais cedo". No horário de verão, o relógio é adiantado em uma hora.

‌

O fisiologista Fernando Louzada, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressalta os benefícios para a saúde com o fim do horário de verão.

"Existem evidências científicas de que na primeira semana após o início do horário de verão há um aumento de 3% nas chances de a pessoa ter um infarto agudo do miocárdio. Com a privação do sono na mudança de horário, há também um aumento de risco de acidentes de trânsito, já que as pessoas ficariam mais desatentas", afirma.

‌

Segundo ele, algumas pessoas se beneficiariam com o fim do horário de verão, pois a mudança no horário do nascer e do pôr do sol afeta na regulação do relógio biológico do corpo e no padrão do sono, o que pode deixar algumas pessoas mais mal humoradas.

Leia também: Como se adaptar à mudança para não ficar 'bêbado de sono' na 2ª feira

Louzada diz que, embora nem todos sejam afetados negativamente com o horário de verão, a maioria acaba sentindo pelo menos um efeito negativo da mudança de horário.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.