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Governo do Rio afirma que enfrentar a microcefalia, ligada ao zika vírus, é prioridade do Brasil no momento

Ministério da Saúde cria campanha contra mosquito Aedes aegypti e pede apoio da população

Saúde|Agência Brasil

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Governo do Rio de Janeiro afirma que enfrentar o surto de microcefalia é prioridade do Brasil
Governo do Rio de Janeiro afirma que enfrentar o surto de microcefalia é prioridade do Brasil

Uma lista de cuidados para impedir a procriação do Aedes aegypti foi lançada nesta terça-feira (8) pelo governo do Rio de Janeiro, para mobilizar a população e evitar o aumento do número de casos de dengue, zika vírus e chikungunya nos próximos meses. A campanha Dez Minutos Salvam Vidas tem o apoio do Ministério da Saúde e pede que as pessoas usem esse tempo uma vez por semana para garantir que não haja focos do mosquitos em suas casas.

No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que enfrentar o problema da microcefalia, relacionada ao zika vírus, é a prioridade do Brasil no momento.


— Não faltarão recursos, porque esse é o problema número um do Brasil hoje. Você pode olhar para um lado e para o outro e não vai encontrar um problema mais grave que a microcefalia.

— Tem que ser atacado com todas as energias e todas as forças.


Castro destacou ainda que é preciso combater os criadouros dos mosquito antes de fevereiro, mês em que a procriação do Aedes aegypti aumenta.

— A gente tem que tentar destruir os criadouros e colocar larvicida nos que a gente não conseguir destruir.


A dengue, o zika vírus e a chikungunya são transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. O mosquito tem hábito diurno, costuma ficar em lugares escuros, como embaixo de mesas, e ataca principalmente nos pés e extremidades do corpo. Para as grávidas, a recomendação do ministro é que usem calça, sapatos fechados e repelente.

— Grávidas têm que se proteger de todas as maneiras. Fazer todo o possível para não entrar em contato com o mosquito.


Na campanha, o governo pede que a população fique atenta e impeça a formação de focos de reprodução do mosquito, que precisa de água parada para que suas larvas se desenvolvam. Por isso, reforça a necessidade de verificar se caixas d'água, tonéis, galões e barris estão vedados, se os pneus estão sem água e em lugares cobertos, se baldes estão virados para baixo, se os ralos estão limpos e com telas, se não há poças em lonas de cobertura, se bromélias e outras plantas estão acumulando água e outros cuidados similares.

A campanha vai ser veiculada em rádios, TVs e redes sociais. O secretário estadual de saúde, Felipe Peixoto, disse que haverá uma reunião na tarde desta terça-feira para mobilizar as outras secretarias estaduais.

Entre as ações do governo do Estado no âmbito da campanha, está a doação de 170 carros para reforçar a frota dos municípios no combate às endemias. Dependendo do número de habitantes, as cidades poderão ser contempladas com mais de um veículo, até o limite de três carros para as mais populosas.

O boletim mais recente sobre a dengue no Rio de Janeiro indica que foram registrados 61.820 casos suspeitos da doença até 2 de dezembro, com 20 óbitos confirmados.

Sobre o zika vírus, o Estado informa que desde 18 de novembro foram registrados 150 casos suspeitos em gestantes, mas apenas uma teve a confirmação do diagnóstico. A doença é mais preocupante em grávidas por estar relacionada à incidência de microcefalia em bebês. De janeiro ao início de dezembro, o Rio de Janeiro registrou 23 casos de microcefalia, e, em oito deles, foi relatado o histórico de manchas vermelhas pelo corpo da mãe ao longo da gravidez.

Já o chikungunya teve quatro casos confirmados no Estado, mas todos eles foram registrados em pessoas com histórico de viagem para a Bahia ou para outros países. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, não há evidências, até o momento, de que o vírus esteja circulando no Rio de Janeiro.

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