Governo vai criar 1.623 bolsas de residência médica em 2013
Serão investidos R$ 82,7 milhões para custear áreas prioritárias da Saúde
Saúde|Marina Marquez, do R7, em Brasília
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (23), que o governo criará 1.623 novas vagas de residência médica em 2013 para ampliar o atendimento na rede do SUS (Sistema Único de Saúde). No próximo ano serão investidos R$ 46,4 milhões em 19 especialidades consideradas prioritárias e que hoje têm carência de profissionais.
As vagas de residência multiprofissional (enfermagem, nutrição, entre outras), também serão ampliadas no ano que vem, com investimento de R$ 36,3 milhões. De acordo com os dados do governo, 1.270 bolsas dessa categoria serão criadas em 2013.
Medicina de Ribeirão Preto (SP) busca voluntárias de 18 a 37 anos
Hoje, os recém-formados têm disponíveis 10.434 vagas de residência médica e 4.227 vagas de residência multiprofissional. As novas vagas devem representar, respectivamente, 129% e 152% de aumento na oferta. O valor da bolsa é de R$ 2.861,79 por mês.
O Brasil tem um dos menores índices de médico por habitante, 1,83 médicos para cada 1 mil habitantes. Enquanto a vizinha Argentina tem 3,2 médicos para cada 1 mil habitantes, os Estados Unidos têm 2,4 médicos e a Espanha, 4 médicos.
A região brasileira com a menor quantidade de médicos é a região Norte, 0,9 médicos por 1 mil habitantes. Em seguida está o Nordeste (1,09), Centro-Oeste (1,77) e o Sul (1,9). A região Sudeste têm o melhor índice, 2,49 médicos por 1 mil habitantes.
O ministro reforçou que as vagas serão criadas nas regiões onde faltam médicos e nas especialidades que os hospitais precisam.
— Não se garante atendimento sem médicos e médicas bem formados. É a gestão do sistema público que define a abertura de vagas, de forma que vamos abrir mais vagas nas especialidades que o Brasil mais precisa.
Conselhos de medicina recomendam que partos sejam feitos somente em hospitais
Uma pesquisa do Ministério da Saúde com gestores de hospitais em todo País mostrou que as especialidades que mais fazem falta são pediatria, psiquiatria, anestesia e neurologia.
Capacitação
Além da criação de bolsas no programa Pró-Residência, o governo também investirá em capacitação de supervisores, os chamados preceptores, e investir R$ 80 milhões em reforma e melhora na infraestrutura dos hospitais e Unidades Básicas de Saúde que aumentarem o número de vagas de residência.
Serão R$ 200 mil para o hospital investir em reformas do espaço físico e de R$ 3 mil a R$ 8 mil por vaga durante 12 meses para hospitais que criarem pelo menos dez vagas de residência.
O ministro reforçou também que os estímulos serão diferenciados para que o governo consiga combater também um problema antigo, as vagas que ficam ociosas e não são preenchidas.
— Nossos maiores problemas com vagas não preenchidas são a pediatria e a saúde da família. No caso da pediatria queremos ampliar cada vez mais as vagas nessa especialidade, diminuindo a concorrência para que mais pessoas tentem a residência. Já a saúde da família a ideia é aumentar o investimento nos municípios para que possam pagar bolsas melhores e isso seja um estímulo para o médico.













