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Jovem de SP cria grupo para ajudar famílias a encontrar doadores de sangue

Grupo Doadores da Vida faz campanha em hemocentro e tem mais de 1.400 seguidores

Saúde|Marta Santos, do R7

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Lobo doou sangue em uma campanha do GDV realizada no último dia 30 de maio
Lobo doou sangue em uma campanha do GDV realizada no último dia 30 de maio

Um trabalho de faculdade levou o jovem paulistano Jonas Lobo, de 30 anos, a conhecer pessoas com câncer que dependiam de transfusões de sangue para resistir à quimioterapia. Esse contato com os pacientes o inspirou a criar o GDV (Grupo Doadores da Vida), um grupo voluntário que faz campanhas de incentivo às doações nos hemocentros de São Paulo e ajuda pacientes a encontrar doadores por meio da internet. Com a ajuda de Lobo e outras cinco pessoas, o GDV já conquistou mais de 1.400 seguidores no Facebook e está a caminho de se formalizar como uma ONG ainda neste ano.

Acompanhe a abaixo a entrevista que o R7 fez com o fundador do GDV.


R7: Como é o trabalho do grupo?

Jonas Lobo: O GDV visita hemocentros e faz campanhas pessoalmente de incentivo à doação. Às vezes, vendo as fotos de uma campanha, a galera se anima e vai doar na próxima. Já na internet, nós compartilhamos pedidos de doação de sangue ou medula óssea sempre com o consentimento das pessoas. Pedimos uma foto, o tipo sanguíneo, o nome completo e o hospital onde a pessoa está internada. Quando temos tempo, até entramos em contato direto com a família.


R7: Como surgiu a ideia de criar o GDV?

Lobo: O grupo surgiu de um trabalho acadêmico da faculdade de produção publicitária. Meu grupo fez uma campanha abordando o preconceito velado que existe na sociedade em relação a pessoas com câncer. Esse foi um tema muito delicado, porque não é fácil abordar uma pessoa e pedir para ela falar sobre a doença e o preconceito. O trabalho mexeu comigo, eu já estava envolvido e não tinha mais como eu me distanciar, então, em março de 2014, eu criei o GDV.


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R7: Com que objetivo ele foi criado?

Lobo: Nós queremos conscientizar e motivar a população brasileira sobre a importância da doação de sangue e de se cadastrar como doador de medula óssea. Além disso, muitas vezes, os pacientes precisam apenas de um abraço e de atenção, porque eles se sentem muito sozinhos.

R7: Quais são os perigos de trabalhar com um assunto tão sério nas redes sociais?

Lobo: Nós precisamos tomar muito cuidado com os “fakes”. Infelizmente, existem pessoas mal-intencionadas, que se fazem passar por pacientes ou voluntários, por isso, a gente nunca compartilha pedidos de dinheiro. Já aconteceu até mesmo de vermos um desses “fakes” pedindo doações de sangue, sabe-se lá por que, para um paciente que não existia.

R7: Quais são os resultados que o grupo tem alcançado?

Lobo: Tem muita gente que agradece e parabeniza o nosso trabalho. Alguns nos contam que conseguiram as doações. É um trabalho muito de formiguinha: difícil, mas que a gente faz com amor.

R7: O que te motiva a continuar com esse “trabalho de formiguinha”?

Lobo: A melhor parte é o sentimento que brota no coração de saber que você está fazendo algo em prol de salvar a vida de alguém. A maior recompensa é essa.

R7: Quais são os casos que mais te emocionaram?

Lobo: Eu não gosto muito de ficar citando nomes, mas já houve dois casos em que eu estava acompanhando mesmo a vida da pessoa, o tratamento, ajudando nas campanhas de doação e eles não sobreviveram. É muito difícil, porque você se envolve na vida dessas pessoas, tenta ajudar, mas nem sempre isso é possível. Por um lado, eu fico arrasado quando isso acontece, por outro, ganho ainda mais motivação para continuar a ajudar quem ainda está precisando.

R7: Quem pode fazer parte do grupo? E quantas pessoas ajudam hoje?

Lobo: Qualquer pessoa pode fazer parte do GDV e ajudar, só é preciso entrar em contato com o grupo e responder um questionário para sabermos quem a pessoa é. Ela deve manter contato conosco sempre e participar ativamente do grupo.

Hoje, nós contamos com a ajuda da Rita Marques, que mora no Rio de Janeiro como a principal colaboradora do GDV, e outras cinco mulheres, Nina Melo, Sigryd Bagon, Valéria Paula, Renata Leal e Rosangela Ribeiro.

R7: Quais são os planos para o futuro?

Lobo: Nós estamos no processo de se oficializar como uma ONG e esperamos que isso aconteça até o fim do ano. A partir do momento em que a gente se oficializar, vai ficar mais fácil conseguir parcerias e ajuda para mandar nossa mensagem para os quatro cantos do Brasil.

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