Lixo espalhado pelas ruas do Rio pode transmitir doenças, alerta infectologista
Médico afirma que, entre os problemas, estão a leptospirose e a hepatite A
Saúde|Da Agência Brasil

O professor de infectologia pediátrica e diretor do Instituto de Pediatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) , Edimilson Migowski, fez o alerta nesta quinta-feira (6), no Rio de Janeiro. O lixo acumulado desde o início do Carnaval na capital fluminense, devido à paralisação de um grupo de garis descontentes com o acordo firmado pelo sindicato da categoria com a prefeitura, contribui para a proliferação de ratos e outros roedores que se alimentam desses detritos.
— Fora a possibilidade de aumento de moscas, lacraias e baratas — insetos que também transmitem doenças.
O professor da UFRJ advertiu que, com as chuvas de março, que encerram o período de verão, existe a possibilidade de enchentes.
— E aí, esse lixo, cheio de papel higiênico sujo e urina de rato, pode trazer riscos de hepatite A, leptospirose. Ou seja, várias doenças que podem surgir do lixo.
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O infectologista avaliou que um dos pilares da saúde pública, que é o recolhimento regular de lixo, está comprometido.
— Quando se compromete o recolhimento regular de lixo, você pode favorecer o desenvolvimento de várias doenças infectocontagiosas. É uma realidade preocupante.
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