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Maranhense foi orientada a ir a ‘Estado maior' para fazer exame

Saúde|Do R7

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Foi após uma observação do filho, há pouco mais de 11 anos, que a aposentada maranhense Benedita Mesquita Beleza, de 77 anos, descobriu que tinha um tumor na mama direita. Na época, aos 66 anos, nunca tinha feito uma mamografia. “Eu estava em casa, trocando de roupa. Meu filho me viu e perguntou o que era aquele caroço na minha mama. Estava praticamente do tamanho de um limão.”

Benedita morava em Codó (MA), cidade com 118 mil habitantes. Nunca tinha ouvido falar em mamografia e Papanicolau. Por insistência do filho, procurou um médico no posto de saúde, mas foi orientada a “ir a um Estado maior” para tentar descobrir o que era aquele caroço. Como tinha parentes em São Paulo, Benedita decidiu mudar-se para a capital paulista. Em São Paulo, fez consultas na rede básica e foi encaminhada para o Hospital Estadual Pérola Byington, onde recebeu o diagnóstico. Ela teve de tirar a mama direita e fazer quimioterapia e radioterapia. “Na minha cidade, as pessoas nem falam a palavra câncer. Existe um tabu de que a doença é contagiosa.”


A pernambucana Maria Cristina Gomes Dias, de 40 anos, nunca fez um exame preventivo de câncer. Ela mora em Vicência, a 87 km do Recife. Suas vizinhas, amigas, todas fazem. Ela tem consciência da importância da prevenção. A mãe, Severina Gomes de Lima Dias, de 70 anos, reclama e a agente de saúde já bateu na sua porta várias vezes. “Eu digo que vou marcar, mas nunca marco”, diz Cristina. “Mamografia? Papanicolau? Tenho muito medo.” Já Severina faz anualmente o seu preventivo e não se conforma com a atitude da filha. “É importante, a gente tem de se cuidar, prevenir. Danado é ter uma doença que podia ter sido evitada.”

Fernanda Bassette e Angela Lacerda

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