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Médicos espanhóis operam pela 1ª vez bebê de 1,5 kg com doença congênita

Saúde|Do R7

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Zaragoza (Espanha), 25 nov (EFE).- Uma equipe de cardiologistas espanhóis operou uma bebê prematura de 1,5 quilos para facilitar sua respiração, uma intervenção pioneira que foi realizada pela primeira vez no mundo em uma criança de tão baixo peso. A pequena, chamada Victoria, é uma trigêmea que nasceu com 31 semanas de gestação e com uma rara doença congênita, pela qual foi operada no último dia 31 de outubro no Hospital Infantil Miguel Servet de Zaragoza, a cerca de 300 quilômetros de Madri. "Sua evolução é propícia e ela se encontra ingressada na Unidade de Recém-nascidos do citado centro médico", informou nesta segunda-feira o doutor Lorenzo Jiménez, cardiologista pediátrico, quem realizou a operação ao lado da doutora Marta López. Jiménez explicou que a operação foi "um pouco complexa", por cateterismo, sem cirurgia aberta, e também não esteve isenta de riscos, já que, segundo ele, a menina tinha muito pouco peso e artérias muito pequenas. No entanto, "ou ela passava pela cirurgia ou iria falecer", apontou o doutor, que ressaltou que hoje, quase um mês depois da operação, Victoria pesa 2,45 quilos. Segundo Jiménez, não há registro de nenhuma operação deste tipo em um bebê tão pequeno no mundo. Victoria nasceu com atresia pulmonar, uma doença congênita rara que consiste em uma falta de perfuração da válvula da artéria que chega aos pulmões, a qual lhe impedia de respirar por si mesma. Embora normalmente as crianças prematuras tenham insuficiência respiratória devido à imaturidade de seus órgãos, a atresia pulmonar costuma aparecer mais tarde. No entanto, neste caso, o problema foi detectado cinco dias após seu nascimento, algo que foi considerado "excepcional" pelo doutor Segundo Rite, da unidade de Recém-nascidos do Hospital Infantil. Rite acrescentou que aproveitou o fato do "ductus", uma artéria que liga a aorta com a artéria pulmonar enquanto o feto está no ventre da mãe, ainda estar aberta - por ser um prematuro - para efetuar um tratamento com prostaglandinas e evitar seu fechamento. "A resposta foi boa", mas, pouco a pouco, o estado da menina foi se deteriorando ao não conseguir um "ponto intermédio" na abertura do "ductus". Desta forma, perante o estado "crítico" da bebê, o médico decidiu introduzir um "stent" de 1,5 a 1,6 milímetros por uma artéria da perna, o qual, por ser "muito justo", poderia provocar dano antes de chegar ao coração, explicou Jiménez. A operação, realizada quando Victoria tinha 14 dias de vida, se prolongou por duas horas e, pouco tempo depois, uma notável melhora já havia sido registrada. EFE agm/fk (foto) (vídeo)

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