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Mulheres atingidas pelo Zika em Alagoas são jovens, negras e com baixa escolaridade

Estudo aponta que a maioria delas vivenciou primeira gravidez ainda na adolescência

Saúde|Da Agência Brasil com o R7

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Agreste, Sertão, Alto Sertão e Litoral foram percorridos
Agreste, Sertão, Alto Sertão e Litoral foram percorridos

Jovens, negras e indígenas, pouco escolarizadas e que estão fora do mercado do trabalho. Esse é o perfil das mulheres atingidas pelo vírus Zika em Alagoas, segundo pesquisa do Instituto de Bioética Anis apresentada hoje (17) na sede da Defensoria Pública do estado. O estudo aponta, ainda, que a maioria delas vivenciou a primeira gravidez ainda na adolescência.

Durante a investigação, foram percorridos mais de 800 quilômetros e 21 municípios alagoanos. Ao todo, foram entrevistadas 54 mulheres com crianças confirmadas ou descartadas pelos critérios vigentes para microcefalia.


As regiões percorridas foram as do Agreste, Sertão, Alto Sertão e Litoral. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2016, quando o Ministério da Saúde registrava 86 casos confirmados ou em investigação de síndrome congênita do Zika em Alagoas.

Mutação no vírus pode ter acelerado epidemia de zika

Desde 2015, o Nordeste brasileiro aparece como uma espécie de epicentro global da epidemia do Zika, conforme classificou o próprio instituto Anis. O relatório do órgão aponta que, em abril de 2017, havia mais de 220 mil pessoas com registro de adoecimento pelo vírus na região.

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