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Número de pacientes com pedra no rim cresce 30% no verão

Alta transpiração decorrente do calor e pouca ingestão de água contribuem para o problema

Saúde|Do R7

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Para evitar a doença, ingestão de sal deve ser mínima
Para evitar a doença, ingestão de sal deve ser mínima Jupiterimages/www.jupiterimages.com

É no verão, uma das estações do ano mais esperadas pelos brasileiros, que o número de pacientes com pedra no rim aumenta. Isso porque as pessoas acabam transpirando mais e ingerindo menos líquido do que o necessário para hidratar o corpo, levando a um crescimento de 30% nos casos de cálculo renal.

Os números são trazidos pelo levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo a pesquisa, o problema se agrava no período de férias porque os cuidados com a alimentação costumam ser deixados de lado e a ingestão de alimentos industrializados e de petiscos como amendoim, castanha do Pará, calabresa e camarão facilitam a formação das pedras.


Assim, refeições ricas em sódio e cálcio devem ser consumidas com moderação. Vale lembrar que os frutos do mar contêm altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais.

A recomendação para combater a doença, que atinge duas vezes mais os homens do que as mulheres, é sempre ingerir bastante água – em torno de dois litros por dia –, e outros líquidos como os sucos naturais de melão, laranja e limão, que contêm citrato, substância que contribui para o bom funcionamento renal. Além disso, é importante consumir e utilizar o mínimo possível de sal no preparo das refeições.


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De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, cerca de 15% da população apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas naturalmente pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções e necessita de tratamento medicamentoso ou intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença é grande: metade dos doentes volta a ter e alguns sofrem ainda pela terceira vez.

O problema pode ainda levar a complicações como obesidade, já que pessoas com índice de massa corporal elevado podem apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina.

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