Obama apoia povo venezuelano em 'novo capítulo' pós-Chávez
Saúde|Do R7
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoia o povo venezuelano neste "novo capítulo" que se abre com a morte do presidente Hugo Chávez, declarou a Casa Branca nesta terça-feira.
"Os Estados Unidos reafirmam seu interesse em desenvolver uma relação construtiva com o governo venezuelano", disse Obama horas após Caracas expulsar do país dois adidos militares da embaixada americana.
"Neste momento chave após a morte do presidente Chávez, os Estados Unidos reafirmam seu apoio ao povo venezuelano".
"Agora que a Venezuela abre um novo capítulo em sua história, os Estados Unidos reafirmam seu compromisso com as políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de Direito e o respeito pelos direitos humanos".
Obama e Chávez se reuniram no dia 17 de abril de 2009, no início do primeiro mandato do presidente americano, durante a Cúpula das Américas realizada em Trinidad.
Na ocasião, o aperto de mãos entre os dois dirigentes estampou as manchetes da imprensa mundial.
No entanto, a relações entre ambos os países continuaram tensas, apesar de Chávez ter afirmado no último dia 30 de setembro que teria votado em Obama se fosse americano, e chegou até a afirmar que seu homólogo era um "cara legal".
Fontes da Casa Branca explicaram à AFP que a administração Obama resolveu não dar importância exagerada às provocações de Chávez, considerando que declarações mais agressivas do ex-presidente republicano George W. Bush haviam sido contraproducentes.
Enquanto o governo optou por uma reação moderada, no Congresso americano, vários republicanos não esconderam sua satisfação pela morte do líder venezuelano.
"Hugo Chávez era um tirano que forçava os venezuelanos a viver no medo. Sua morte é um golpe para a aliança dos dirigentes esquerdistas e antiamericanos da América do Sul", declarou Ed Royce, presidente da comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes. "Este ditador já vai tarde".
"Sua morte marca o fim do seu poder tirânico, mas o caminho da democracia ainda está muito incerto na Venezuela", comentou Ileana Ros-Lehtinen, republicana de origem cubana eleita na Flórida e que sempre apoia políticas inflexíveis contra Cuba e seus aliados.
O democrata Robert Menendez, presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que "Hugo Chávez dirigia a Venezuela com mão de ferro". "Sua morte deixa um vazio político e esperamos que será preenchido de forma pacífica".
"Com eleições libres e justas, a Venezuela poderá iniciar a retomada de uma democracia que já foi robusta e garantir o respeito dos direitos humanos, políticos e cívicos do seu povo".
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