Obama garante que Congresso dos EUA não conseguirá barrar lei de saúde
Saúde|Do R7
Washington, 30 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que o Congresso ainda tem tempo de frear um fechamento parcial do governo, mas não poderá evitar que amanhã entre em vigor uma parte-chave da reforma de saúde, apesar das tentativas republicanas de freá-la. "Uma parte importante da Lei de Assistência Sanitária Acessível entra em vigor amanhã, não importa o que o Congresso decida fazer hoje", garantiu Obama em discurso à imprensa na Casa Branca. "A lei está avançando. Esses fundos já estão sendo implementados. Não podem 'fechá-la'", ressaltou. Os republicanos da Câmara dos Representantes já estão em sua terceira tentativa de atacar a reforma da saúde de 2010 por meio do debate sobre o orçamento, o que evitou até agora que haja um acordo para seguir financiando todas as atividades do governo a partir desta meia-noite, quando termina o ano fiscal. Obama, que falou pouco antes de uma reunião com seu gabinete sobre o iminente fechamento do governo, assegurou que está disposto a conversar com os republicanos para fazer com que a reforma da saúde "funcione melhor", e que "demonstrou constantemente" sua vontade de negociar sobre qualquer assunto. "Uma facção de um partido, em uma câmara do Congresso, em um ramo do governo, não deveria poder fechar todo o governo só para voltar a combater os resultados das eleições", declarou em referência a sua reeleição no pleito de novembro do ano passado. Obama lembrou que a reforma da saúde foi "aprovada pelas duas câmaras do Congresso", sancionada como constitucional pela Corte Suprema e que "os eleitores escolheram não derrubá-la (nas eleições) de novembro". Amanhã entram em vigor os chamados "mercados de seguros médicos", que abrem a possibilidade a todos os americanos de inscrever-se em mais de 50 planos privados, antes que seja efetivada, em janeiro, outra cláusula da reforma que estabelece a obrigatoriedade do seguro médico. "Os americanos que em alguns casos viveram durante anos com o medo que uma doença poderia levar-lhes à quebra, os americanos que não têm fundos para entrar no mercado porque estiveram doentes uma vez, poderão conseguir finalmente cobertura, de qualidade, muitos pela primeira vez em suas vidas", ressaltou Obama. "Mesmo assim, os republicanos disseram que se deixamos estes americanos sem seguros acessíveis por mais um ano (...), poderemos financiar o governo por mais algum tempo. Alguém acredita verdadeiramente que não voltaremos a ter esta briga nos próximos meses?", perguntou. EFE llb/rsd (foto)













