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OMS consegue isolar e tratar 70% dos infectados por ebola na África

Saúde|Do R7

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Genebra, 1 dez (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira que alcançou o objetivo de isolar e tratar 70% dos infectados por ebola e realizar 70% dos enterros de maneira segura na Libéria, Serra Leo e Guiné, onde a transmissão do vírus se reduziu notavelmente. A declaração foi feita em Genebra, na Suíça, por Bruce Aylward, diretor-adjunto da OMS e responsável pela resposta operacional contra e epidemia. Segundo a organização, o objetivo foi alcançado no prazo previsto de 60 dias, após ter sido tornado publicamente no final de outubro. Aylward comparou a situação vivida há dois meses -quando os casos de ebola aumentavam de maneira exponencial, sem leitos suficientes para receber os infectados nem equipes treinadas para enterrar de forma segura os mortos-, e a atual, na qual se observa uma diminuição do ritmo de transmissão nos três países, com exceção da região ocidental de Serra Leoa. "Agora estamos em um lugar muito diferente ao de 60 dias", declarou o responsável da OMS para deter a epidemia. Aylward visitou nos últimos dois meses lugares onde foram registrados casos de ebola para conhecer a situação. "A boa notícia é que nos três países estamos com mais de 70% de enterros seguros, porque nos últimos 60 dias se duplicaram as equipes, que passaram de 100 a 202", com uma cobertura que está perto de cobrir as necessidades totais, declarou. Sobre o isolamento e tratamento de doentes, o funcionário da OMS disse que os centros de tratamento e comunitários para receber os doentes na Libéria e Guiné estão recebendo mais de 70% de casos reportados, enquanto em Serra Leoa obteve-se quase essa cobertura, com exceção da região ocidental. Neste país, reconheceu o especialista, "a doença está realmente progredindo", embora o diretor-adjunto tenha se mostrado confiante de que a tendência se inverta "em um par de semanas, com leitos adicionais". Nos últimos dois meses, o número de leitos para casos de ebola passou de 267 para 650 em Serra Leoa, de 480 para cerca de mil na Libéria e se manteve estável, com ao de 200, em Guiné. Para a OMS, a mudança fez com que os casos deixassem de se multiplicar em um ritmo exponencial, e que em algumas zonas inclusive diminuíssem, como em boa parte da Libéria, no leste de Serra Leoa e em vários distritos da capital da Guiné, Conacri. Se no início de outubro o número de casos era de mil por semana, agora estão em torno de 1.100, o que reflete uma estabilização da epidemia, tarefa que os especialistas consideravam a prioridade mais urgente. No entanto, Aylward evitou o tempo todo afirmar que a luta está terminada e enfatizou que em cada um dos três países ainda há lugares de alta transmissão do vírus, preocupação que se centra agora em Serra Leoa. Na Guiné, o problema a superar é a concentração de camas em apenas dois lugares, o que não corresponde à realidade dos casos estendidos por todo o país, onde os doentes não têm a possibilidade de percorrer longas distâncias para serem atendidos. EFE is/dk

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