ONU espera deter avanço do ebola na África em, no máximo, nove meses
Organização pede ajuda para arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão para conter a doença
Saúde|Do R7

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, garantiu nesta sexta-feira (5) que está mobilizando todos os recursos para responder ao surto de ebola na África e fixou como objetivo deter a propagação da doença.
"O objetivo é deter a transmissão do ebola nos países afetados em um prazo entre seis e nove meses e impedir a extensão internacional do vírus", explicou Ban em declarações aos jornalistas, após uma reunião da organização para dar resposta à epidemia. Ele anunciou que a ONU abrirá um centro de crise para coordenar a resposta internacional.
Segundo o diplomata coreano, as metas apenas poderão ser cumpridas se existir uma ação "urgente" tanto nos países africanos mais atingidos pela doença quanto em escala internacional. O secretário-geral pediu apoio de todos os países para as iniciativas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e contribuições financeiras para juntar os US$ 600 milhões necessários para a África Ocidental.
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"Precisamos de contribuições - de pessoal, de material e de financiamento - dos governos, do setor privado, de instituições financeiras, de ONGs e de outros grupos. Estamos nos mobilizando de todas as formas possíveis", assegurou Ban, que advertiu que o número de casos "está crescendo de forma exponencial" e que a doença "está se estendendo mais rápido do que a resposta". "Este é um desafio enorme e sério. Estamos nos organizando para dar resposta. Estou convencido que podemos ter sucesso", acrescentou.
Ban pediu às companhias aéreas e empresas de transporte marítimo para não suspender voos e viagens aos países envolvidos no surto a fim de poder ajudar os afetados. "Proibir os voos e o transporte marítimo não fará com que o ebola não se estenda, mas evitará que as equipes médicas tenham acesso às pessoas mais necessitadas", disse.
Nos últimos dias, várias companhias aéreas anunciaram suspensões temporárias de voos a países, como Serra Leoa, perante a epidemia de ebola. Segundo as últimas estatísticas da OMS, o surto atual provocou 3.685 casos, com 1.841 mortes.













