“Pensei que iria perder minhas pernas”, diz menina que passou mal após tomar vacina contra HPV
Adolescentes ficaram internadas desde o último sábado após terem reações
Saúde|Do R7, com São Paulo no Ar

Após receber alta de hospital, em Santos, nesta quarta-feira (10), uma das adolescentes que passaram mal após tomar vacina contra HPV, Mariana Freitas, 12 anos, disse que ficou sentiu muito medo de não voltar mais a andar. Além dela, pelo menos outras dez meninas tiveram reações, como dores de cabeça e falta de sensibilidade nas pernas, após ser vacinadas, em Bertioga, litoral de São Paulo.
— Pensei que iria perder minhas pernas, não conseguia mais andar.
Luana Barros, 12 anos, que também deixou o hospital nesta quarta-feira (10) afirmou que estava saudável até tomar a vacina. Ela e Mariana foram internadas no último sábado.
— Do nada, o corpo começava a tremer, não sei de onde sai, a perna e os pés a suavam muito.
Dor, inchaço e vermelhidão são as reações mais comuns da vacina contra o HPV
A adolescente Natália Barbosa, 13 anos, que ficou com as pernas paralisadas continuava sob cuidados médicos, na noite desta quarta-feira.
A secretaria está acompanhando de perto os casos das jovens e já descartou qualquer problema com o lote de vacinas utilizado em Bertioga. De acordo com a responsável pelo setor de Imunizações da secretaria, Helena Sato, a vacinação contra o HPV vai continuar em todo o Estado.
— Casos como os dessas meninas são muito raros, mas não se atribuem à vacina. Esses sintomas podem acontecer, principalmente em meninas na adolescência, porque elas ficam ansiosas por tomarem medicações injetáveis, chamamos isso de ansiedade pós-imunização.
Às vésperas de campanha nacional, vacina contra HPV ainda gera polêmica entre especialistas
Helena enfatiza que não há nenhuma associação dos sintomas apresentados pelas adolescentes de Bertioga com a aplicação da vacina, uma vez que, o mesmo lote composto por 320 mil doses, vem sendo aplicado desde o início do mês em estudantes de todo o Estado de São Paulo.
— Continuaremos a vacinação normalmente. Temos que enfatizar que essa vacina é segura e muito importante para todas as mulheres, já que previne o câncer do colo do útero, doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer, mata cerca de 25 mil mulheres por ano.













