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Pesquisadores da USP criam teste que identifica superbactérias em apenas seis horas

Tecnologia pode reduzir o tempo de isolamento de pacientes e gerar economia para hospitais

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores da USP desenvolveram um teste que identifica superbactérias em apenas seis horas, reduzindo o tempo de diagnóstico que pode levar até três dias.
  • O teste é uma alternativa aos métodos tradicionais e é capaz de detectar bactérias resistentes a carbapenêmicos, comuns em infecções hospitalares.
  • O procedimento utiliza um swab retal e identifica a presença de resistência bacteriana através de anticorpos específicos.
  • A adoção do teste pode gerar economia significativa para hospitais, reduzindo custos com isolamento e melhorando o conforto dos pacientes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores da USP desenvolveram um teste capaz de detectar superbactérias em seis horas, e com isso, encurtar o diagnóstico, que pode levar até três dias. O trabalho publicado em revistas científicas internacionais mostra que o método, parecido com o teste de gravidez ou de Covid-19, é rápido e de baixo custo, podendo antecipar a identificação de portadores dessas bactérias em UTIs e, assim, reduzir gastos com isolamento.

Segundo Matias Chiarastelli Salomão, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), o teste é uma alternativa aos métodos tradicionais de cultura de bactérias, amplamente utilizados nos hospitais, mas que demandam mais tempo para a obtenção dos resultados. O exame foi desenvolvido para detectar as bactérias resistentes a carbapenêmicos, consideradas as mais comuns e preocupantes no cenário das infecções bacterianas.


O procedimento utiliza uma amostra por um swab retal, que é colocada em um meio de cultura e incubada por cerca de seis horas. Em seguida, o teste identifica a presença de mecanismos de resistência por meio de anticorpos específicos. “Inicialmente, o teste teve um resultado abaixo do que a gente estava esperando. Depois a gente viu que, fazendo alguns ajustes, conseguimos ter um resultado melhor”, afirma o pesquisador.

A etapa final do estudo avaliou o impacto da adoção do exame na rotina hospitalar. Hoje, pacientes com suspeita de infecção podem permanecer isolados enquanto aguardam os resultados dos testes convencionais. Para Matias, “o teste tem um potencial de economia muito interessante”, já que a redução do tempo de espera pode gerar uma contenção de gastos de cerca de US$ 4 mil por semana, além de diminuir o desconforto e ansiedade dos pacientes.

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