PF procura falsos médicos que adulteraram diplomas bolivianos de medicina
Saúde|Do R7
Brasília, 18 out (EFE).- A Polícia Federal (PF) iniciou nesta sexta-feira uma operação para capturar 41 acusados de falsificar diplomas de medicina de três universidades bolivianas que tentaram se inscrever no programa "Mais Médicos", após revalidá-los no Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que quando um candidato se apresenta para uma vaga nesse programa, a PF se ocupa de investigá-los a fim de evitar fraudes como o detectado pelas autoridades. Segundo fontes policiais, os 41 acusados são de nacionalidade brasileira, mas apresentaram diplomas das universidades bolivianas Nacional Ecológica, Técnico Privada Cosmos y Mayor de San Simón, nas quais asseguraram ter estudado. No entanto, a Polícia Federal comparou essa informação e as três universidades bolivianas informaram que essas pessoas "não estudaram nessas instituições" ou "não concluíram seus estudos". Padilha declarou que a atuação da PF "é muito bem-vinda", pois servirá para impedir fraudes e inclusive inibir outras tentativas de engodo com um programa que procura melhorar o atendimento de saúde da população. O programa "Mais Médicos" foi anunciado em julho passado pela presidente Dilma Rousseff como resposta aos protestos de junho, nos quais centenas de milhares de brasileiros tomaram as ruas para exigir melhores serviços públicos, sobretudo em relação ao transporte, a educação e a saúde pública. Através do plano, que se restringe às regiões mais remotas e pobres do país, foram abertas 15.460 vagas na rede de saúde pública, mas só se apresentaram pouco mais de mil candidatos brasileiros, sendo que as vagas restantes foram oferecidas no exterior. O salário oferecido pelo Governo brasileiro é de R$ 10.000 por mês. EFE ed/ma














