População desconhece direitos dos doentes terminais
Pacientes podem decidir se querem ou não tratamentos invasivos, assim como local onde irão morrer
Saúde|Do R7
Pacientes terminais têm o direito de escolher como morrer. São eles quem decidem onde morrer e se, até lá, devem ou não ser submetidos a práticas invasivas, como entubações ou introduções de cateter.
Apesar de ser um direito, muitos usuários do serviço de saúde desconhecem a prerrogativa. Pesquisa apresentada no III Encontro Internacional de Pesquisa em Enfermagem mostra que apesar de a Lei dos Direitos dos Usuários dos Serviços de Saúde do Estado de São Paulo prever isso, muitos acreditam que o paciente terminal deve ser submetido à UTI (unidade de terapia intensiva), mesmo que contra a sua vontade.
Conforme explica a orientadora do estudo, Maria Cristina Massarollo, professora de enfermagem da USP (Universidade de São Paulo), a luta é pela ortotanásia (morte natural), com “a chance de esse paciente ter uma morte digna”.
— É o direito que o doente terminal tem pelo conforto em si, assim como os cuidados necessários para a manutenção dele, como se negar aos chamados procedimentos invasivos que não tratarão mais benefícios à sua vida.
No trabalho "Conhecimento da população sobre direitos dos usuários de serviços de saúde e dos pacientes terminais", Maria Cristina, Halyne Cássia Gomes dos Santos e Maristela Santini Martins observaram que das 136 pessoas entrevistas, 78,7% desconheciam os direitos de pacientes terminais, principalmente o de que o doente terminal é quem decide onde irá morrer.
— Falta divulgação e conhecimento dos direitos. As pessoas muitas vezes não têm possibilidade de escolha e, por ter falta de conhecimento, ficam vulneráveis, não fazendo valer o direito que têm.













