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Postura errada e improvisos causam dores na coluna no home office

Médico orienta utilização de cadeira adequada e prática de exercícios físicos para uma melhor sustentação do corpo durante o trabalho remoto

Saúde|Guilherme Padin, do R7

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Dores na coluna são comuns durante prática do home office
Dores na coluna são comuns durante prática do home office

Sentar na cadeira, ir para cama, deitar de bruços e apoiar as costas na parede. As repetitivas cenas de desconforto são relatadas por muitos trabalhadores desacostumados com o regime de trabalho em casa, o chamado home office. Com a falta de hábito e de cuidados com a postura, surgem as indesejáveis dores na coluna.

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Neste cenário, vêm, também, as dúvidas sobre quais são as posturas adequadas e como evitar as dores para se ter uma rotina mais tranquila e com menos incômodos durante a pandemia do coronavírus.


A fim de responder a essas perguntas e entender o motivo do problema, o R7 ouviu Luiz Cláudio Schettino, médico do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Segundo Schettino, as principais razões para aparição ou aumento – na intensidade ou frequência – destas dores durante o home office são a posição em que usamos computadores e celulares e o fato de, muitas vezes, improvisarmos o local de trabalho.


Soma-se a isto o fato de que, no confinamento, se diminuem as atividades físicas. Como explica o médico, isto interfere diretamente na capacidade de sustentação correta do corpo durante o expediente de trabalho.

“É importante lembrar que são os nossos músculos que nos mantém de pé, e que são capazes de, sob o nosso comando, manter a correta postura de nosso corpo. Daí a necessidade do trabalho muscular saudável, contínuo e permanente. Com os músculos treinados, somos capazes de manter a postura correta por mais tempo e as articulações mais protegidas”, afirma ele.


Com estes fatores, de acordo com o ortopedista, fica evidente a potencialização dos problemas de dor postural que já eram encontrados anteriormente nos diversos ambientes de trabalho.

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Schettino lembra que, antes da adesão à modalidade do teletrabalho, o problema já era recorrente: “o hábito de passar muitas horas por dia sentado no escritório em frente a um computador ou laptop, ou mesmo um celular, que se tornou uma importante ferramenta de trabalho, já vinha sendo associado a queixas de dores ou a agravamento de problemas músculo esqueléticos, principalmente a nível da coluna vertebral”.

Esta situação, continua o ortopedista, sempre trouxe erros posturais pela necessidade das pessoas permanecerem por longos períodos numa mesma posição, “muitas vezes inadequada para o nosso bem-estar”.

Como resolver o problema?

Uma vez que a dor aparece, procurar por um médico não é necessariamente o primeiro caminho a seguir. Segundo Schettino, todos devem seguir dentro de casa “os mesmos princípios de boa postura durante o trabalho de escritório”. Ou seja, se um longo período sentado se faz necessário, é preciso primeiramente procurar por uma boa cadeira.

A cadeira ideal deve ter, como indica o médico, um desenho ergonômico que mantenha a forma da lordose lombar, com uma curvatura desenhada no encosto, que, de preferência, deve ser alto.

Devem contar, também, com apoio para os braços e uma correta altura para posicionamento dos membros inferiores no chão, para se evitar a tendência de escorregar e ficar com a coluna torta.

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Além disso, o ideal é que o instrumento de trabalho – computador ou laptop – seja ajustado à altura dos olhos. “Isso evitaria o aumento de carga sobre as estruturas da coluna cervical”, explica.

Outro conselho necessário, de acordo com o ortopedista, é interromper as atividades profissionais por instantes – de hora em hora, indica – para praticar alongamentos e uma curta caminhada pela casa, para estimular a vascularização e a lubrificação de toda a musculatura e as articulações.

E, fora do horário de trabalho, é importante praticar atividades físicas, com exercícios adaptáveis à casa, evitando assim a atrofia muscular.

Desde que sejam prescritos a partir de orientação médica, analgésicos e relaxantes musculares também são válidos.

Se apresentadas dores com forte intensidades ou outras características particulares, como uma dor ciática, orienta o médico, aí a procura por um clínico ou ortopedista se faz necessária. “Neste momento de quarentena evitamos a procura de assistência médica em clínicas ou hospitais, a não ser em casos de real emergência”, aconselha Luiz.

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