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Primeira gravidez na América Latina após transplante de tecido ovárico

Rita, de 36 anos, e Fernando esperam para fevereiro a chegada de seu primeiro filho

Saúde|Do R7

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Rita, de 36 anos, e Fernando esperam para fevereiro a chegada de seu primeiro filho, depois que ela se tornou a primeira mulher na América Latina a ficar grávida graças a um transplante de tecido ovárico após superar um agressivo câncer, informaram nesta quarta-feira (2) a Agência Efe fontes médicas.

O médico Fabián Lorenzo considera este o segundo milagre na vida de Rita.


— O primeiro foi se recuperar de um câncer altamente mortal.

O câncer de Askin foi diagnosticado em Rita em 2005, quando ela tinha 28 anos. Para superar esse câncer, que afeta o tórax, Rita precisou se submeter a um tratamento com quimioterapia que podia causar menopausa precoce, explicou o especialista em medicina reprodutiva.


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Ela então optou pela extração mediante laparoscopia e congelamento ultrarrápido e a criopreservação de minúsculos fragmentos de tecido de seus dois ovários no Instituto de Ginecologia e Fertilidade (IFER). A equipe médica descartou congelar óvulos em vez do tecido ovárico pela falta de tempo, indicou Lorenzo.


— Tinha dois dias (para começar a quimioterapia). Para os óvulos necessitamos de um prazo que varia entre 10 e 12 dias.

Dois anos após vencer o câncer, a paciente foi autorizada a tentar um transplante ovárico que permitisse engravidar. A primeira tentativa, iniciado em 2009 através da técnica de fecundação in vitro, falhou. Em março, o casal fez uma nova tentativa, em que foi realizada uma inseminação intrauterina bem sucedida, e que hoje está na 22ª semana.


Orgulhoso, o diretor científico do IFER, Ramiro Quintana, disse que "trata-se do primeiro caso na América Latina e o 25º no mundo todo".

— A técnica abre uma porta importantíssima a todas as pacientes jovens que diagnosticadas com câncer.

A criopreservação de mostras de sêmen, embriões, tecido ovárico ou óvulos na Argentina custa ao redor de 10.000 pesos (R$ 3.800) mais uma mensalidade entre 120 e 150 pesos mensais (R$ 45 e 55) até seu uso. A reimplantação de tecido ovárico permite as mulheres recuperarem sua menstruação e terem a chance de engravidar em qualquer idade, possibilidade contemplada na lei argentina de reprodução assistida.

A lei, aprovada pelo Congresso argentino em julho, enfatiza o direito que todas as pessoas tem de se reproduzir, independentemente de idade, sexo e estado civil. 

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