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Que frescura, que nada! Entenda o que é a dor de crescimento e saiba amenizar os sintomas

Problema atinge crianças e adolescentes, e causa sensação de peso e queimação

Saúde|Marcella Franco, do R7

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Dor é mais comum entre crianças dos 10 aos 15 anos
Dor é mais comum entre crianças dos 10 aos 15 anos

Pode ser que ele acorde, ou que simplesmente reclame durante o sono com choramingos — o fato é que, caso seu filho tenha dores de crescimento em um determinado momento da vida, ele vai dar sinais de sofrimento de alguma maneira e é importante estar atento a eles para saber até que ponto são normais ou precisam de mais cuidados.

Por mais que alguns pais acreditem que o fenômeno não passe de um mito, a dor de crescimento existe, sim, e afeta crianças e adolescentes causando uma sensação desagradável geralmente descrita como latejamento, queimação, peso e até mesmo formigamento nos membros inferiores.


Segundo o pediatra Fabio Ancona Lopez, professor da Unifesp (Universidade de São Paulo), "é uma dor de verdade".

— Ela acontece em uma fase de crescimento rápido do esqueleto, na qual o indivíduo “estica” muito rapidamente.


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Lopez acrescenta que, embora varie por conta de fatores genéticos, a idade mais comum em que o problema aparece é dos 10 aos 15 anos. Mas, aconteça quando for, é imprescindível que pais e mães tenham em mente que se trata de uma dor legítima.


E, para se ter uma ideia de sua extensão, basta entender o que acontece durante este período, chamado de “espirão da puberdade”.

— É um momento em que a criança ganha 25% da altura final que terá quando adulto, e isso em apenas dois ou três anos. Natural que doa mesmo.


Cientificamente, de acordo com Lopez, a dor de crescimento é quando há incômodo ou inflamação durante o processo de depósito dos cristais que formam os ossos. Infelizmente, não existe tratamento específico, mas é possível amenizá-la com analgésicos e massagens, por exemplo.

No entanto, o pediatra ensina que, caso o incômodo persista por muito tempo, é recomendável fazer o acompanhamento com um médico, que poderá pedir radiografias e outros exames de imagem para ver se há alguma alteração óssea.

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