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República Democrática do Congo vive surto de ebola com 17 mortos

É  a nona vez que a epidemia é registrada no país; há dois anos, a doença infectou 28 mil pessoas e matou mais de 11 mil na África Ocidental

Saúde|Do R7 com Reuters

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África Ocidental registrou epidemia entre 2014 e 2016
África Ocidental registrou epidemia entre 2014 e 2016

Ao menos 17 pessoas morreram no noroeste da República Democrática do Congo, onde autoridades confirmaram um surto de ebola, de acordo com comunicado do Ministério de Saúde do país divulgado nesta terça-feira (8).

É a nona vez que a doença é registrada no país centro-africano, onde está localizado o rio Ebola que batizou o vírus quando foi descoberto na década de 1970. A doença ressurge menos de um ano após seu último surto que matou oito pessoas.


“Nosso país está enfrentando outra epidemia do vírus ebola, o que constitui uma emergência internacional de saúde pública”, disse o ministério no comunicado.

“Nós ainda dispomos de recursos humanos bem treinados que foram capazes de controlar rapidamente epidemias anteriores”, completou.


Acredita-se que o ebola seja transmitido por longas distâncias por meio de morcegos, que podem hospedar o vírus sem morrer e infectar outros animais com os quais compartilham copas de árvores, como macacos. Geralmente o vírus é transmitido para o homem por meio de carne de caça infectada.

Antes da confirmação do surto, profissionais de saúde locais haviam relatado 21 pacientes com sintomas como febre hemorrágica nos arredores da aldeia de Ikoko Impenge, perto da cidade de Bikoro. Entre esses paciantes, 17 acabaram morrendo.


Equipes médicas apoiadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por entidades de ajuda humanitária como Médicos Sem Fronteiras foram enviadas para a região no último sábado (5) e coletaram amostras de cinco casos suspeitos.

Duas dessas amostras deram positivo para a cepa Zaire do vírus ebola, segundo o ministério.


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“Desde a notificação dos casos em 3 de maio, nenhuma morte havia sido registrada entre os pacientes internados ou entre os profissionais de saúde”, informou o comunicado.

Após o último surto de ebola no Congo, as autoridades aprovaram o uso de uma nova vacina em carácter experimental, que não foi aplicada devido a questões logísticas e à pequena proporção do surto.

A pior epidemia de ebola da história terminou na África Ocidental há apenas dois anos após matar mais de 11.300 pessoas e ter infectado cerca de 28.600 na Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Apesar dos surtos regulares que acontecem a cada ano, o número de mortes no Congo tem diminuído. “Nossa prioridade é chegar a Bikoro para trabalhar ao lado do governo da República Democrática do Congo e parceiros para reduzir a perda de vidas e sofrimentos relacionados a este novo surto da doença pelo vírus Ebola”, afirmou Peter Salama, diretor-adjunto da OMS. “Trabalhar com parceiros e responder cedo e de forma coordenada será vital para conter essa doença mortal”, completou.

Especialistas em saúde creditam o controle da disseminação da doença a uma maior conscientização da população e à experiência da equipe médica local.

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A vasta geografia remota do Congo também seria uma vantagem nesse controle, já que os surtos são geralmente localizados e relativamente fáceis de isolar.

Ikoko Impenge e Bikoro, no entanto, não estão longe das margens do rio Congo, uma via essencial para o transporte e comércio. Na maré baixa, o rio passa pela capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, e pela capital da vizinha República do Congo, Brazzaville, duas cidades que apresentam a população somada de 12 milhões de pessoas.

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