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Saiba como o corpo reage a uma sensação térmica de 81°C

Foi assim que moradores de Antonina, no Paraná, se sentiram na última terça (18); especialistas explicam por que isso acontece e como agir

Saúde|Brenda Marques, do R7

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Sensação térmica foi de 81°C em cidade do Paraná
Sensação térmica foi de 81°C em cidade do Paraná

A sensação térmica na cidade de Antonina, no litoral paranaense, chegou a 81°C na última terça-feira (18), segundo o Simpear (Sistema Meteorológico do Paraná), mas na ocasião, a temperatura era de 40,2°C. Mas por que isso acontece?

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Segundo o cardiologista Fernando Costa, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, existe uma diferença entre a temperatura ambiente e a do corpo. Características físicas, localização e tipo de roupa são fatores que influenciam na sensação térmica.

“Um tecido que não dissipa o calor, como o náilon, faz a temperatura do organismo aumentar e o que você transpira para diminuir o calor fica retido na roupa, então vira uma sauna dentro do corpo”, exemplifica.

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Características físicas também devem ser levadas em conta. Pessoas obesas são mais resistentes aos efeitos do calor, pois a gordura é fria e atua como isolante térmico. Em pessoas magras ou idosas, a desidratação acontece mais facilmente, pois a massa muscular é menor, e o músculo é o ‘grande retentor de líquido do organismo’, define Costa.

Outro fator que exerce influência na sensação térmica é onde o indivíduo está. Lugares fechados e com ausência de circulação do ar aumentam o calor. "Se você trabalha de paletó, em um local que não tem vento e bate sol, num dia com temperatura de 34 °C, a sensação pode ser de 70 °C", compara o médico.

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Por sua vez, o cardiologista Rafael Lioret afirma que a temperatura média do corpo humano é 36°C, quando ela aumenta, a transpiração é uma maneira de regular a temperatura do corpo. Mas, suar muito pode deixar as pessoas desidratadas.

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O médico acrescenta que temperaturas acima dos 41°C podem danificar o cérebro e, em última instância, causar ataques convulsivos. "A crise convulsiva seria algo extremo. O principal dano é a desidratação por causa do suor", ressalta.

Além disso, o hipotálamo, uma região do cérebro, faz com que os vasos sanguíneos, principalmente os periféricos, se dilatem para aumentar a área de perda de calor. O sangue também fica mais viscoso e a circulação do oxigênio pelo corpo diminui, o que faz a pressão cair.

Diante dessas mudanças, os principais sintomas são mal-estar, fraqueza, sonolência, inchaço nas pernas, sensação de náusea e vômito. A urina também fica mais concentrada, pois o rim trabalha para diminuir a eliminação de água.

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Para evitar complicações, a dica é ingerir bastante líquido, de preferência água e sucos naturais sem açúcar. E se você pensa em tomar uma cerveja, cuidado: bebida alcoólica inibe a ação do hormônio antidiurético. “Então, o álcool estimula que a gente continue urinando e ajuda a desidratar mais”, resume Lloret.

Ficar em lugares arejado e evitar exposição ao sol em horários de maior radiação – normalmente das 11h às 17h – também ajuda, assim como usar guarda-chuva ao sair. Diminuir atividades físicas é aconselhável. “Às vezes, a pessoa quer correr na hora do almoço e acaba se prejudicando”, alerta o médico. Ele chama a atenção para a necessidade de usar protetor solar em qualquer situação a fim de prevenir lesões, queimaduras e câncer de pele.

Saiba como escolher o protetor solar para sobreviver ao sol do verão:

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