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Sangue de sobreviventes do ebola pode curar pacientes, afirmam cientistas 

Tratamento está sendo avaliado pela OMS em reunião com mais de 200 especialistas

Saúde|Do R7

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Ebola já matou mais de 1.500 pessoas na África Ocidental
Ebola já matou mais de 1.500 pessoas na África Ocidental

Enquanto a África Ocidental luta para conter o maior surto de ebola da história, alguns especialistas dizem que um tratamento diferente, mas simples, pode ajudar: o sangue dos sobreviventes

Os cientistas acreditam que utilizar o sangue de quem venceu a doença sem ajuda de remédios pode ser a chave para uma cura, já que não há medicamentos ou vacinas para a doença que já tenham sido testados.


Essa técnica de usar sangue de sobreviventes do ebola é um dos tratamentos experimentais que está em discussão em uma reunião que acontece desde quinta-feira (4) em Genebra. Mais de 200 especialistas reunidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) estão analisando questões de segurança e eficácia dos novos tratamentos.

Há cerca de meia dúzia de medicamentos e vacinas em desenvolvimento. Nenhum foi testado em humanos, mas um julgamento antecipado de uma vacina começou nesta semana nos Estados Unidos.


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Em contraste, a rede de sangue da OMS, um grupo internacional de reguladores de sangue, observou recentemente que existem milhares de sobreviventes de surtos passados de ebola na África e que podem ser aproveitados como fonte.


Em outro documento publicado nesta semana, a OMS estimou que os primeiros lotes de sangue de sobreviventes poderiam estar disponíveis até o final do ano. A agência disse que tinha identificado vários pacientes recuperados como potenciais doadores, mas reconheceu a "logística de coleta de sangue” como um problema.

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Segundo o DailyNews, a única precaução a ser tomada antes da transfusão do sangue seria verificar se o paciente que foi curado não é portador de outros vírus, como o HIV e a malária.

Na África Ocidental, não houve tentativas organizadas para usar o sangue dos sobreviventes para tratar os pacientes.

O sangue de um menino de 14 anos que sobreviveu ao ebola foi dado em julho para o médico americano Kent Brantly, que foi infectado na Libéria. Brantly também recebeu dosagens do medicamento ZMapp. Depois de uma internação de uma mês em um hospital dos EUA, o médico recebeu alta. Não se sabe se a droga ou o sangue do menino foram responsáveis pela sua recuperação.

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