Logo R7.com
RecordPlus
‌

Secretaria de Saúde anuncia medidas para combater a dengue em São Paulo

Trinta dos 645 municípios paulistas concentram dois terços dos casos confirmados de dengue

Saúde|Da Agência Brasil

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Dengue jamais será totalmente controlada, diz David Uip
Dengue jamais será totalmente controlada, diz David Uip

O secretário estadual de Saúde, David Uip, anunciou nesta quarta-feira (25), que o governo intensificará as ações de prevenção e combate ao aumento de casos de dengue no Estado, com a contratação de 500 agentes pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e o apoio de 30 médicos da Polícia Militar.

O combate à dengue terá também parceria com diversas empresas e instituições que colaborarão na distribuição de material informativo para alertar a população e na antecipação da fase final da vacina, por meio de testes clínicos em seres humanos.

‌

Na avaliação do secretário, o Estado vem cumprindo seu papel na prevenção e atendimento dos casos de forma constante e ininterrupta, entretanto, nem todos os municípios conseguiram dar a resposta adequada à situação atual.

— Neste momento temos um aumento do número de casos em populações que nunca tiveram contato com a doença. Além disso, temos quatro tipos de dengue e o indivíduo que teve um tipo cria proteção contra esse, mas não contra os outros. Portanto, cada pessoa, pode ter dengue quatro vezes e a segunda pode ser mais grave que a primeira.

‌

São Paulo registra 3ª morte por dengue na capital 

Uip ressaltou que como qualquer outra doença causada por vírus a dengue jamais será totalmente controlada, principalmente se não houver uma vacina.

‌

— Isso porque envolve desde o controle do vetor, que tem 80% de seus redutos nos domicílios, desde caixa-d’água até piscinas não tratadas em casas de veraneio.

Brasil registra mais de 200 mil casos de dengue em 2015

‌

Governo de SP espera aumento da incidência da dengue nos próximos meses

Por isso, a secretaria pedirá para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que antecipe a terceira fase de testes clínicos da vacina, que pode adiantar a produção em dois anos. Segundo dados da secretaria, o Instituto Butantan, responsável pelas pesquisas, poderá disponibilizar imediatamente 13 mil doses da vacina para o estudo antecipado, que será feito em ambiente controlado e aprovado pelas autoridades éticas e sanitárias. Serão imunizados voluntários em locais de alta incidência da doença. A pesquisa é feita em parceria com a Universidade de São Paulo, Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e com o Instituto Adolfo Lutz.

— A vacina está sendo estudada há sete anos. Uma das vantagens é a dose única, que facilita a adesão. A segunda fase demonstrou segurança, causando como efeito colateral apenas vermelhidão. O que precisamos agora é conhecer a competência da vacina na proteção contra os quatro tipos. Precisamos de uma vacina que proteja o maior número de pessoas, por mais tempo e com menos efeitos colaterais.

O secretário destacou ainda que o estado investirá R$ 6 milhões na contratação dos 500 profissionais que duplicarão o efetivo da Sucen. Serão mil agentes de campo para apoio em ações de nebulização.

— O contrato dos novos profissionais será de três meses, prorrogáveis de acordo com a necessidade.

Os recursos também foram aplicados na aquisição de 150 atomizadores para a aplicação de inseticidas e de 450 kits de equipamentos de proteção individual para garantir a segurança dos funcionários.

As ações serão reforçadas com a distribuição de 15 milhões de cópias de materiais informativos, em formatos variados. Serão enviados dez milhões de torpedos pelo celular com recomendações sobre a eliminação de criadouros do mosquito transmissor e a importância de procurar atendimento médico quando forem notados sintomas.

As orientações também serão veiculadas nos alto-falantes das estações de rede de transporte metropolitano e nos monitores instalados nos trens do Metrô. O governo terá também o apoio das concessionárias administradoras das rodovias, além de empresas e instituições que também divulgarão o material.

Segundo dados da Secretaria, 30 dos 645 municípios paulistas concentram dois terços dos casos confirmados de dengue no estado de janeiro até o dia 20 de março. 

A cidade de Sorocaba lidera a lista e a capital está em quatro lugar. De acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), nesse período o estado contabilizou 80.283 casos autóctones (com origem no próprio local) confirmados, o correspondente a 191 infecções por 100 mil habitantes. Em todo o ano passado foram confirmados 196,8 mil casos.

As informações do Sinan mostram que 128 municípios não tiveram nenhum caso confirmado e 178 cidades tiveram dez ou menos ocorrências. Neste ano foram registradas 70 mortes pela doença em São Paulo, o que representa 0,08% dos casos confirmados. Em 2014 ocorreram 90 mortes.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.