Semana Verde de Berlim, uma viagem gastronômica para gourmets aventureiros
Saúde|Do R7
Berlim, 25 jan (EFE).- O cheiro adocicado do café do Vietnã, a trituração seca do "non" uzbeque e o toque de cominho da búlgara "kebapcheta" são alguns atrativos da Semana Verde de Berlim, uma viagem culinária para gourmets aventureiros. Infinidades de aromas e sabores se entrelaçam nesta feira, a maior do mundo para os setores agrícola e gastronômico, que oferece durante nove dias a seus cerca de 400 mil visitantes a oportunidade de conhecer o que se come e como se come em cerca de 70 países de todos os continentes. Um passeio nesta semana pela feira da capital alemã, pelos 115 mil metros quadrados que ocupam os mais de 1,6 mil expositores da Semana Verde, é uma oportunidade única para realizar um tour gastronômico sem passar por um aeroporto. Não é fácil decidir por onde começar, quando se trata de escolher entre uma grande variedade de delícias gastronômicas que vão do doce ao salgado, da carne ao peixe, do agridoce ao picante. Feito de finas camadas de massa e azeite, o chamado "fli", uma receita cozinhada com o carinho que exigem suas quatro horas de preparação, é o prato típico por excelência do Kosovo, o Estado mais jovem da Europa, já que, como afirma os responsáveis do expositor na feira, se trata de um prato "profundamente conectado com as raízes do país". Os expositores húngaros parecem ter ido à feira com o propósito de mostrar que a gastronomia de seu país não se baseia apenas em seu afamado "Goulash". O "flade", um bolo feito a partir da massa restante do pão e que é recheado com embutidos e queijos, é outro dos pratos fortes da gastronomia húngara que, de sobremesa, oferece pequenos marzipãs de abricó, canela, castanhas e caramelo, entre outros. Falando de doces, na feira sobressai a variedade exótica de arroz doce afegão, acompanhado com pistache, e que pode ser servido tanto frio como quente e combinado com chá ou café. Se algo caracteriza o expositor do Uzbequistão é o colorido de suas frutas e o cheiro de seus tradicionais pães, os "non", feitos à mão e assados em fornos a lenha e que são um acompanhamento perfeito para o "palov", um guisado de arroz seco, carne e cenoura. Para combater o frio, os lituanos precisam de uma ingestão rica em calorias e mostram com orgulho seu prato típico, as "zepelinas", bolas de batata recheadas de carne de porco ou bezerro que são banhadas em nata. Em sua exposição durante a Semana Verde, os lituanos mostram as múltiplas variações deste prato, alguns recheados de verduras e outros servidos com queijo ou outros molhos. A carne picada é, sem dúvida, o ingrediente base da gastronomia búlgara, uma cozinha tradicional pela "kebapcheta", a "kjufteta" e o "sarmi", pequenos hambúrgueres feitos de diferentes maneiras e cozinhadas na grelha. Os aromas exóticos das diferentes variedades de chá do Nepal, suas especiarias e suas ervas para chás, obtidas em plantações localizadas na base do Himalaia, transferem a majestosa tranquilidade desta cordilheira, a um lugar onde o tempo não passa, onde não há pressa. As rodelas de banana secas e caramelizadas típicas da Tailândia, a carne seca de bisonte do Canadá e os exóticos lanches de Ruanda - de crocodilo, gazela e antílope -, são outros dos pratos que é possível desfrutar na feira no calor de um ambiente festivo e infestado de atos publicitários e degustações para os visitantes. Embora haja quem diga que não há melhor maneira de regar uma boa comida que com um bom vinho, para os habitantes de Gana o habitual é fazer isso com a cerveja "DjuDju", que é elaborada em grandes recipientes de barro seguindo velhas tradições e receitas. E assim, após um dia na Semana Verde de Berlim, acabamos com a sensação de ter percorrido o mundo de norte a sul, de leste a oeste e, tudo isso, em 115 mil metros quadrados. EFE lac/ff/rsd (vídeo)













