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SP tem mais de 800 casos de caxumba. Veja quais são os sintomas e como prevenir

Em casos mais graves, pode acontecer de o paciente desenvolver meningite viral

Saúde|Do R7

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Em mais de 65% das pessoas que pegam caxumba, é comum haver inchaço das glândulas salivares
Em mais de 65% das pessoas que pegam caxumba, é comum haver inchaço das glândulas salivares

O Estado de São Paulo registrou 842 casos de caxumba esse ano, de acordo levantamento é Secretaria Estadual da Saúde. Os dados foram contabilizados até o dia 16 de junho. Esse é o maior número desde 2008. Entre 2009 e 2015, o número variou, no ano inteiro, entre 118 (2014) e 671 (em 2015). Em todo 2008, foram 3.394 registros. Com o aumento nas ocorrências da doença é importante ficar atento aos sintomas da doença.

Em mais de 65% das pessoas que pegam caxumba, é comum haver inchaço das glândulas salivares, o que dá a aparência característica da doença — o papo nas bochechas e mandíbulas. Além deste sintoma, são comuns também febre e dor de cabeça. Em algumas situações o vírus afeta as glândulas dos testículos e ovários e levar à esterilidade.


Em casos mais graves, pode acontecer de o paciente desenvolver meningite viral, um tipo de inflamação das membranas que recobrem o cérebro, explica a SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A caxumba é transmitida pelo contato com gotas de saliva da pessoa infectada, e o tratamento costuma ser apenas com alívio dos sintomas. A recuperação leva cerca de duas semanas.


De acordo com o Hospital Albert Einstein, trata-se de uma doença de baixa incidência, com cerca de 150 mil casos ao ano no Brasil.

Vacinas ainda são essenciais para controlar catapora, rubéola, sarampo e caxumba


Prevenção

A caxumba é de fácil prevenção por meio da SCV (vacina tríplice viral), que faz parte do calendário de vacinação e é aplicada em rotina nas crianças de 12 meses de idade em todos os postos de saúde. Para as crianças nascidas a partir de 1º de junho de 2012, na segunda dose deverá ser aplicada a vacina tetraviral, desde que já tenha recebido uma dose de tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.


Adolescentes entre 10 e 19 anos também devem receber a vacina em duas doses. Adultos entre 20 e 49 anos que não tenham sido imunizados anteriormente também podem se vacinar, e, neste caso, recebem apenas uma dose.

A SBIM remonta que, antes da vacinação em massa, a caxumba costumava provocar surtos frequentes, situação em que até 85% dos adultos não imunizados podem ser infectados, sendo que 33% deles não apresentam sintomas, apesar de a doença ser mais grave nesse grupo.

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