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Surto do fungo "roya" na América Central vira tema central do Conselho da OIC

Saúde|Do R7

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Londres, 8 mar (EFE).- Os estragos causados pelo fungo "roya" nos cafezais da América Central foi o principal tema da reunião semestral, em Londres, do Conselho da Organização Mundial do Café (OIC), que se comprometeu a "fazer o possível" para ajudar a resolver a situação. Assim afirmou em entrevista coletiva o diretor-executivo da OIC, o brasileiro Robério Oliveira Silva, que expressou sua "preocupação" pela situação vivida pelos cafeicultores da região. Os países da América Central são os que mais estão sofrendo os efeitos da devastadora praga, um fungo que também afetou as colheitas do México e do Caribe e outras nações latino-americanas. "Nos comprometemos a facilitar a ajuda técnica desde países como o Brasil e Colômbia a essas plantações afetadas e intercederemos perante os organismos internacionais para que contribuam para resolver o problema", disse Silva. O chefe de operações da OIC, o colombiano Mauricio Galindo, reconheceu que a praga - a pior desde que o fungo foi detectado pela primeira vez na América Latina nos anos 70 - terá um efeito significativo na produção mundial de café. Segundo as primeiras estimativas, que serão confirmadas em abril, calcula-se que haverá 2,5 milhões de sacos de café a menos no período 2012/13 com relação às previsões iniciais, o que poderia elevar-se "inclusive a 4 milhões de sacos" no seguinte ano. Dado que a América Central é responsável por 14% da produção mundial de café, isto poderia ter um grave efeito no equilíbrio entre oferta e procura, o que poderia resultar a médio prazo em um aumento do preço do produto. As atuais previsões da OIC são que a produção neste ano, que vai de outubro a setembro, será de ao redor de 145 milhões de sacos (sem contar ainda os efeitos da "roya"), frente aos 142,2 milhões de sacos de demanda. Segundo Galindo, o impacto da "roya" poderia se contrapôr à "crescente, como está previsto, produção da Colômbia", que pôde erradicar a maior parte do fungo de suas colheitas e renovou seus cultivos. No entanto, a OIC pediu aos cafeicultores colombianos que trabalhem com a Federação nacional de cafeicultores para conseguir um acordo com o Governo sobre subvenções que consigam pôr fim à greve de mais de dez dias. Quanto à demanda de café, o organismo auspiciado pela ONU acredita que seguirá crescendo a um ritmo anual de 2,5%, que é incentivado pelo aumento do consumo nos países emergentes, que em alguns casos, como o Brasil, são também produtores.EFE jm/ff

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