Tatuagem 3D ajuda autoestima de mulheres após remoção de mama
Tatuador no Rio de Janeiro separa dois dias de sua agenda a cada dois meses para recriar de graça mamilos de mulheres que sofreram mastectomia
Saúde|Do R7

Há três anos, depois de passar por uma cirurgia de remoção da mama para evitar o retorno de um câncer, Rosana Silva ficou semanas sem se olhar no espelho. Atualmente, em um estúdio de tatuagem no Recreio dos Bandeirantes, a dona-de-casa de 36 anos não consegue parar de olhar o seio redesenhado pelo tatuador Yurgan Barret.
"Agora está completo, agora está pintado, está bonito. Agora eu já posso me olhar à vontade no espelho", disse Rosana, depois que Yurgan completou a tatuagem da auréola de seu seio operado.
A tatuagem faz parte de iniciativa de Yurgan Barret, 38, que separa dois dias de sua agenda a cada dois meses para recriar de graça o seio de mulheres que passaram pela remoção da mama.
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"A parte que a gente faz de recriar a auréola é bem mais delicada do que uma tatuagem normal. A área é muito sensível, as cicatrizes são grandes", afirmou Yurgan, que usa o método de tatuagem 3D para redesenhar o mamilo e a auréola do seio.
"Poder fazer isso para pessoas que realmente precisam é muito forte. Poder acabar a tatuagem inteira, terminar toda a arte e você ver a felicidade da cliente sair daqui, sinto até arrepio", disse.
Em 2015, Rosana descobriu o câncer de mama após fazer o exame de toque e em poucos meses já havia realizado a mastectomia radical. Em 2016, estava totalmente livre da doença.
Como Rosana, muitas outras mulheres têm a autoestima afetada pela cirurgia.

Após a mastectomia, Zélia Souza, de 49 anos, deixou de ir a praia, entrou em depressão e foi abandonada pelo marido. "Quando eu fiz minha cirurgia, ele viu a mama, olhou e falou assim: 'Ficou desse jeito? Sem bico? A cicatriz feia desse jeito?'. Aí foi pior pra mim, porque eu já estava em uma situação de depressão", contou ela.
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Hoje, deitada no estúdio de tatuagem de Yurgan e segurando um ursinho de pelúcia, Zélia assiste ansiosa enquanto o tatuador redesenha seu seio.
Após uma sessão única, não consegue esconder a felicidade. "Lindo, perfeito, tô feliz demais."
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Um consenso nos consultórios médicos é o de que nenhum tipo de câncer em estágio inicial apresenta sintomas, apenas aqueles em uma fase mais avançada — daí o desespero de quem se vê diante de algum sinal do corpo de que algum órgão não vai bem. Só que, para modificar a ideia de que os sintomas seriam uma prova definitiva de uma doença terminal, neste Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, a oncologista clínica da Faculdade de Medicina da USP Ana Carolina Gouvêa explica que, mesmo em estágios avançados da doença, sempre haverá algo que possa ser feito. — É claro que quanto antes o câncer for descoberto, maiores serão as chances de cura. Mas ter sintomas não significa que não há mais saída, porque sempre há alguma coisa que a medicina possa fazer. O ideal é sempre procurar um médico, e também fazer os exames preventivos, independentemente de sintomas ou não. Só na América Latina, são diagnosticados 1,1 milhão de novos casos de câncer todos os anos, e 600.000 mortes de pacientes da doença. Conheça agora quais são os três tipos que mais afetam homens e quais mais afetam mulheres, e aprenda a ficar atento aos sintomas deles para se prevenir



















