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Um entre 10 jovens nos EUA admite ter cometido violência sexual a pesquisa

Saúde|Do R7

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Washington, 7 out (EFE).- Quase 10% dos jovens com menos de 21 anos admitem que cometeram algum tipo de violência sexual durante a vida, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado nesta segunda-feira pela revista "JAMA Pediatrics". A publicação, que pertence à Associação Médica Americana, assinalou que a violência sexual é um problema de saúde que deixa mais de um milhão de vítimas a cada ano e custos de US$ 127 bilhões. Para chegar a esse resultado, Michele Ybarra, do Centro para Pesquisa Inovadora de Saúde Pública em San Clemente (Califórnia), e Kimberly Mitchell, psicóloga da Universidade de New Hampshire, em Durham, analisaram os dados de 1.058 jovens com idades entre 14 e 21 anos. Do total, 9% afirmaram ter cometido algum tipo de violência sexual: 8% com beijos, manuseio ou fazendo com que outra pessoa realizasse alguma atividade com pleno conhecimento de que essa o não queria. Uma parcela de 3% indicou que tinha incorrido em coerção para ter contato sexual, outros 3% fizeram tentativas sem sucesso, e 2% completaram a violação. A idade mais comum entre os praticantes de violência sexual é 16 anos. No caso dos homens, a propensão a ter seu primeiro ato é antes dos 15 anos. Além disso, esses jovens estavam mais expostos aos meios de comunicação que apresentavam situações sexuais e violentas. "É certo que os vínculos entre as apresentações de violência sexual nos meios de comunicação e a ação em si são aparentes, e isso indica a necessidade de monitorar o consumo deste material por parte dos adolescentes, em particular devido à saturação dessas mídias na população adolescente atual", diz o artigo. Em sua maioria, os jovens que forçaram os atos sexuais disseram que tinham usado táticas coercitivas, como a discussão, a raiva ou fizeram com que a outra pessoa se sentisse culpada, mais comumente mediante ameaças ou força física. A maioria das vítimas tinha relação romântica com os praticantes, e 50% disseram que a vítima era a responsável pela violência sexual. Como a maioria dos responsáveis pela violência afirmou que não tinha ouvido falar dos incidentes, o contato com o sistema judiciário foi pouco. EFE jab/cdr/id

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