Uso inadequado de canetas para emagrecer por crianças e adolescentes pode piorar efeitos adversos; entenda
Utilização do medicamento sem prescrição médica pode provocar problemas de crescimento e desenvolvimento
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) emitiu um alerta sobre o uso sem indicação e acompanhamento médico de canetas emagrecedoras por crianças e adolescentes. De acordo com a entidade, a utilização inadequada pode aumentar a frequência e a gravidade de efeitos adversos, provocando problemas que vão desde a perda de massa muscular até prejuízos ao desenvolvimento.
Embora estudos internacionais apontem que essas medicações são seguras e eficazes para o tratamento da obesidade em adolescentes, a SBP reforça que elas são indicadas apenas para jovens com mais de 12 anos e com peso superior a 60 quilos, sempre sob acompanhamento médico. O alerta foi motivado pela popularização desses medicamentos nas redes sociais e pela facilidade de acesso a esses produtos sem regulamentação adequada.

Membro do Departamento de Endocrinologia da SBP, a pediatra Adriane Cardoso destacou a preocupação com a banalização do tratamento. “A gente tem uma preocupação com esse uso desenfreado, às vezes, de medicamentos que não estão aprovados para a faixa etária ou que não têm uma regulação pela Anvisa”, afirma.
Ela também defendeu o uso da expressão correta para definir esses produtos: “Embora conhecidas como canetas emagrecedoras, a gente sabe que a obesidade é uma doença crônica e a gente quer tirar esse vínculo só da perda de peso.”
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De acordo com a médica, o uso irregular ou sem supervisão médica pode intensificar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e desidratação, além de comprometer o crescimento dos adolescentes. “Quando usadas sem os devidos cuidados, sem o acompanhamento de forma irregular, os efeitos adversos podem ser mais intensos.”
Adriane também fez um alerta para os impactos na saúde mental dos jovens. Segundo ela, a busca por padrões estéticos difundida nas redes sociais pode favorecer o desenvolvimento de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. “O acompanhamento clínico é fundamental”, conclui.
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