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Potencial da IA para invadir sistemas aumenta com humanos no comando; veja análise

Golpistas são capazes de organizar ataques em massa, ‘o que traz um risco muito grande’, segundo especialista em crimes digitais

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um jovem chinês de 26 anos foi identificado como responsável por ataques cibernéticos a nove bancos sul-coreanos, expondo dados de mais de 25 mil clientes.
  • Os ataques foram realizados utilizando grandes modelos de linguagem e a inteligência artificial Claude, conforme identificado pela empresa de segurança cibernética CrowdStrike.
  • O especialista em crimes digitais, doutor Flávio D’Urso, destacou o potencial tanto benéfico quanto maligno da inteligência artificial em ataques cibernéticos.
  • Regulamentar a inteligência artificial é considerado um desafio para prevenir futuros crimes digitais, enfrentando dificuldades nos debates legislativos atuais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um jovem chinês de 26 anos está por trás dos ataques cibernéticos que ocorreram em nove bancos sul-coreanos ao longo da semana. A identificação do perfil do suspeito foi realizada pela empresa norte-americana de segurança cibernética CrowdStrike. Segundo ela, dados de mais de 25 mil clientes foram expostos durante a invasão aos sistemas.

A CrowdStrike ainda definiu que o jovem utilizou grandes modelos de linguagem e a inteligência artificial Claude para executar os ataques. Para o especialista em crimes digitais Flávio D’Urso, o episódio chama atenção para o potencial, tanto benéfico quanto maligno, que a ferramenta pode ter.

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Um cara bem suspeito e esquisito mexendo no computador em uma sala escura.
Um humano que orquestre as invasões seria mais competente do que uma IA autônoma, avalia D'Urso Reprodução / Record News

“Se já falamos aqui em situações nas quais a própria IA, de forma autônoma, realizou esses ataques, imagine então de forma orquestrada por um ser humano que sabe as formas de auxiliá-la para que ela seja mais efetiva e consiga melhores resultados”, ponderou durante o Conexão Record News desta sexta-feira (9).

D’Urso afirmou que o crime expõe novos desafios para a cibersegurança: “Com essa questão da IA, você ganha volume e aí você consegue fazer esse ataque em massa, o que traz um risco muito grande”. A solução estaria em utilizar a própria tecnologia para construir barreiras mais eficientes para proteção.

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A regulamentação da inteligência artificial também seria um caminho de prevenção a crimes digitais futuros, mas o doutor reconheceu que tal pauta enfrenta dificuldades em meio aos debates atuais. “Tentar controlar essa tecnologia vai trazer — e já está trazendo — enormes desafios para o Legislativo e para os próprios países”.

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