Análise: interesse de Zuckerberg em baixa regulação de IAs é puramente econômico
Meta tenta emplacar modelo de inteligência artificial mais barato, mas tem pouca adesão além das empresas
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, apresentou um manifesto de 6,5 mil palavras sobre o uso de inteligência artificial. Na carta aberta, o executivo defende a tecnologia emergente como força de progresso e critica a regulamentação do setor pelo governo. Ele ainda afirma estar otimista com o futuro da tecnologia no mundo.
Em entrevista ao News das 19h, a especialista em IA Aline Sordili destaca que o pronunciamento se deu em paralelo ao anúncio da empresa sobre a construção de um ecossistema próprio de inteligência artificial. “É todo um interesse econômico. Hoje, se a gente olhar, a Meta está para trás da internet e da inteligência artificial comercial. [...] A Meta tem os usuários, mas ela não consegue converter os usuários para dentro da IA dela”, pontua.

Segundo ela, o que se sabe é que o modelo de tecnologia que a empresa tem testado é mais similar à arquitetura de plataformas chinesas, mais baratas e democráticas que as concorrentes americanas. “O Zuckerberg fala sobre mecanismos de privacidade que nem nós mesmos saberemos. Então são algumas contradições. Eu vejo o anúncio dele muito marqueteiro.”
No fim das contas, a qualidade da Meta IA continua inferior quando comparada às concorrentes. No entanto, por ter um baixo custo, Aline explica que ela caiu no gosto das empresas, mas ainda não é possível medir lucros consideráveis nessa área. “É um dinheiro que entra muito na frente e ninguém sabe ainda quando isso vai se pagar”, pondera.
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