Artista usa realidade aumentada para levar obras até pontos famosos de São Paulo
Exposição virtual do paulistano Sami Akl acontece durante a SP-Arte
Tecnologia e Ciência|Tiago Alcantara, do R7


Se você encontrar alguém andando por pontos turísticos de São Paulo com um smartphone nas mãos, pode ser que essa pessoa esteja apreciando mais do que apenas a vista da capital paulistana. Isso porque o artista Sami Akl espalhou por 8 pontos da cidade as obras de arte de sua nova exposição.
Utilizando uma plataforma de realidade aumentada, o artista paulistano é capaz de projetar suas obras em pontos como a Pinacoteca de São Paulo, Bienal, Praça da República, Instituto Tomie Ohtake, dentre vários outros. O encontro entre realidade aumentada e arte torna possível o contato até mesmo com obras que já não existem mais.
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A exposição virtual utiliza uma combinação de recursos tecnológicos semelhantes aos que fizeram do jogo Pokémon Go uma febre nos celulares de todo o mundo em 2016.
Responsável pela parte tecnológica da exposição de Akl, a designer Adriana Camargo explica que essa é a primeira vez que a realidade aumentada é associada ao recurso de geolocalização para uma exposição de arte.
— Estamos trabalhando com um conceito novo, de geolocalização em arte. O Sami está inovando ao geolocalizar as obras dele em São Paulo e ainda existe todo o conceito filosófico do espaço público, uma reflexão social.
A exposição em realidade aumentada é parte do SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo. Durante a feira, mais de 2.000 artistas do Brasil e do mundo terão suas obras reunidas em museus e instituições culturais. O evento terá atrações em vários pontos da cidade.















