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TSE teme efeitos da IA nas eleições de 2026

‘Eu não vejo nenhuma possibilidade de você bloquear a população de criar conteúdos falsos’, opinou especialista na tecnologia

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O novo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, destaca os riscos da inteligência artificial nas eleições de outubro.
  • Deepfakes dificultam a distinção entre verdade e mentira, segundo o especialista em IA, Rafael Altomare.
  • A proibição de conteúdos falsos é considerada inviável; Altomare sugere que a conscientização do público é a solução mais eficaz.
  • Empresas de redes sociais mostram baixo interesse na fiscalização, e o tempo é um desafio para a educação da população antes das eleições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta terça-feira (12), durante o discurso de posse da presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o novo ocupante do cargo, Kassio Nunes Marques, destacou os desafios que a inteligência artificial utilizada de maneira inadequada apresenta para as eleições em outubro.

Tecnologias como os deepfakes embaçam a linha entre o real e o fictício, como aponta o especialista em IA Rafael Altomare: “Até 2025 era um pouquinho fácil você identificar. A boca estava diferente ou às vezes sumia um dedinho da mão. Hoje em dia, só se olhar com muita atenção [...] e, mesmo assim, ainda pode cair”.


Proibição do uso de IAs não é prática, na opinião de Altomare, que acredita na conscientização Reprodução/ Record News - 25.07.2024

As ameaças são diversas e, para o especialista, a proibição não resolveria o problema: “Sendo bem prático, eu não vejo nenhuma possibilidade de você bloquear a população de criar conteúdos falsos. [...] Hoje no mundo existem mais de duas milhões de IAs diferentes. Como você vai bloquear isso? Só bloqueando o acesso à internet, o que muito provavelmente não vai acontecer”.

Altomare acredita, em vez disso, na conscientização do público como a estratégia mais efetiva. Ele recomenda aos eleitores que sempre procurem os perfis oficiais dos políticos para fazer a checagem dos fatos, ao mesmo tempo em que consultam veículos comunicacionais capazes de fazer uma apuração abrangente.


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O tempo, contudo, é outro impasse: “Existem formas, sim, de você educar a população, mostrando a seriedade do uso, só que isso são anos de educação e agora a gente tem poucos meses até as eleições”. Ao mesmo tempo, as empresas responsáveis pelas principais plataformas de rede social ainda demonstram um baixo interesse na fiscalização da ferramenta.

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