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Campus Party 2015: hackers e atividades ilegais não têm chance durante evento

Equipe de segurança montou esquema especial para assegurar a tranquilidade para participantes

Tecnologia e Ciência|Do R7*

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Campuseiros não precisam se preocupar com riscos de ataques hackers e invasão de rede durante evento
Campuseiros não precisam se preocupar com riscos de ataques hackers e invasão de rede durante evento

A edição de 2015 da Campus Party começou na última terça-feira (3) e deve trazer uma série de palestrantes e celebridades da internet ao seu palco principal até sábado (7). Além disso, o espaço na Expo Imigrantes recebeu 8 mil "campuseiros", os participantes do evento que acampam no local para não perder nenhum minuto de atrações.

Um dos principais diferenciais da Campus Party, além das palestras e workshops com grandes nomes da tecnologia e empreendedorismo, é o espaço oferecido para que os participantes possam conectar o seu computador e desenvolver projetos, jogar em equipe ou mesmo se divertir na internet com seus amigos.


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Para evitar problemas de segurança de informações e dos próprios usuários, a equipe de segurança da Campus desenvolveu diversos sistemas e softwares que prometem deixar todos os campuseiros seguros e evitar atividades ilegais, como compartilhamento de pornografia infantil e infecção dos sistemas com vírus e links maliciosos.


Durante a Campus Party 2014, por exemplo, dois homens foram presos por compartilhar pornografia infantil na rede compartilhada entre os milhares de campuseiros. Assim que os responsáveis foram identificados, a polícia foi acionada e os levaram para a delegacia mais próxima.

O coordenador global de infraestrutura e segurança da Futura Networks Edson Borelli explica que ataques hackers vindos dos próprios usuários sempre foram registrados em todas as edições da Campus Party.


— Sempre tem visitantes com más intenções, mas esses casos são raros no meio de milhares de campuseiros. Esses esquemas são completamente rastreáveis com a ajuda dos nossos sistemas e estamos sempre preparados para tomar medidas caso essas ações sejam detectadas.

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Edson reforça que mesmo que o participante do evento utilize softwares que camuflem a sua identidade e o IP, sigla para Internet Protocol (Protocolo de Internet), é possível rastreá-lo entre todos os usuários conectados à rede.

— Nossa rede é bastante estruturada, com mais de 150 suítes, temos softwares que identificam as bancadas em que a ação está sendo executada, e em que ponto de rede isso está acontecendo.

Além disso, a internet oferecida durante o evento é totalmente controlada pela equipe de segurança, que rapidamente é alertado caso algum conteúdo suspeito esteja sendo compartilhado entre os campuseiros.

Caso um dos participantes perceba alguma atividade ilegal ou que possa prejudicar o sistema de todo o evento e mesmo do próprio computador, é necessário avisar o funcionário mais próximo para que a área de segurança da informação entre em ação para identificar o culpado, que pode enfrentar processos judiciais e ser expulso da Campus Party.

Mesmo com toda o esquema de infraestrutura, Edson Borelli avisa que os próprios participantes devem fazer a sua parte e prezarem pela sua segurança. É importante ter um sistema operacional atualizado, senhas diferentes para cada uma das contas e não compartilhar arquivos na rede.

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* Colaborou Isabella Santoro, estagiária do R7

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