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Demissões da Amazon indicam que dificuldades no setor de tecnologia podem ser maiores do que parecem

A empresa é uma das maiores empregadoras do país e planeja dispensar cerca de 18 mil pessoas

Tecnologia e Ciência|Do R7

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Empresa é um dos gigantes de tecnologia que enfrentam dificuldades econômicas
Empresa é um dos gigantes de tecnologia que enfrentam dificuldades econômicas

Os cortes massivos da Amazon, uma das maiores empregadoras dos Estados Unidos, mostram que a onda de demissões que varre o setor de tecnologia pode se estender à medida que as empresas correm para reduzir custos, disseram analistas nesta quinta-feira (5).

O presidente-executivo da companhia, Andy Jassy, disse em um comunicado que as demissões na Amazon vão subir para mais de 18 mil como parte de uma redução da força de trabalho.

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Empresas de tecnologia dispensaram mais de 150 mil empregados em 2022, de acordo com o site de rastreamento Layoffs.fyi, uma vez que o boom de demanda visto durante a pandemia agora se transforma em colapso.

"Mais demissões certamente são possíveis... Dada a escala de investimento que vimos em 2020-21, provavelmente pensaríamos que algum grau de cautela poderia ser apropriado", disse Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.

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Saindo da pandemia, os cortes de empregos em 2022 aumentaram 649% em relação a 2021, liderados por companhias de tecnologia, de acordo com a empresa de coaching Challenger, Gray & Christmas.

A queda na demanda em meio a um forte aumento nos custos de empréstimos levou vários executivos do setor a admitir que contrataram em excesso durante a crise da Covid-19.

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A Meta demitiu 11 mil pessoas no ano passado, e o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, disse que previu erroneamente que o boom da pandemia continuaria.

Os gigantes da tecnologia Microsoft e Alphabet, dono do Google, já sugeriram cortes de custos, incluindo demissões.

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O principal chefe da Salesforce, Marc Benioff, disse na quarta-feira (4) que a empresa de software empresarial contratou "pessoas demais", ao anunciar planos de cortar 10% dos empregos.

Para a Amazon, o crescimento em sua unidade de nuvem, que traz a maior parte de seu lucro, desacelerou à medida que as empresas cortaram gastos, enquanto sua unidade de comércio eletrônico está sofrendo com o orçamento apertado dos consumidores devido ao aumento dos preços.

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A crise trouxe de volta memórias da bolha "pontocom" no início do século e da crise financeira de 2008, quando dezenas de milhares de pessoas perderam o emprego.

"Alguns de nós se lembrarão de 2000 a 2003 depois de uma enorme bolha alimentada por dinheiro barato, altas expectativas dos investidores e dinheiro abundante", disse Mould. "Será muito interessante ver se haverá uma repetição."

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