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Estudo contamina fêmeas de camundongo com zika

Os pesquisadores também estão em contato com hospitais do Nordeste em busca de amostras

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Pesquisadores querem amostras de bebês com microcefalia
Pesquisadores querem amostras de bebês com microcefalia

Com o objetivo de investigar como o zika afeta o sistema nervoso de fetos, pesquisadores da força-tarefa encabeçada pela USP (Universidade de São Paulo) começaram na semana passada a contaminar fêmeas de camundongos grávidas com o vírus. Jean Pierre Schatzmann Peron, professor do departamento de imunologia do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP, é um dos responsáveis por esse estudo.

— Estamos interessados em ver a interação do vírus com a resposta imune no sistema nervoso. Temos uma parte in vitro, com a infecção de células dos neurônios, por exemplo, para ver se o vírus infecta, se ele replica ou não. A outra parte in vivo estamos fazendo em fêmeas prenhas para ver se a prole vai ter algum tipo de lesão.

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Como a gestação de um camundongo demora cerca de 21 dias e todos os animais participantes do experimento serão contaminados até a próxima semana, o pesquisador espera que já haja resultados em um mês.

— Talvez a gente nem consiga detectar a microcefalia em si por ser um camundongo, mas a gente pode fazer análises do sistema nervoso, ver se os cérebros têm menos giros, se há mais morte celular, se há mais lesões.

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Para verificar quais períodos da gestação são mais vulneráveis a danos provocados pelo zika vírus, os cientistas estão infectando cada fêmea em um estágio diferente da gravidez.

— Fazemos isso para simular os trimestres. Com a prole nascendo, poderemos fazer análises mais interessantes.

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Os pesquisadores também estão em contato com hospitais do Nordeste em busca de amostras de sangue de mulheres que tiveram bebês com microcefalia. Analisando esse tipo de material, é possível verificar se em todos os casos de microcefalia o zika vírus estava presente e se havia algum outro fator que possa ser relacionado à ocorrência da má-formação, por exemplo. Os cientistas também estão monitorando mulheres atendidas em hospitais paulistas cujos bebês têm suspeita de microcefalia associada ao zika vírus.

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