Cidades

30/1/2013 às 17h41 (Atualizado em 30/1/2013 às 18h04)

Sócio da boate Kiss pediu troca de extintores porque data de vencimento estava próxima, diz advogado 

Segundo defesa de Elissandro Spohr, todos os equipamentos estavam em dia

Paulo Roberto Tavares, especial para o R7 em Santa Maria

Jader Marques, advogado de Elissandro Spohr, um dos sócios da boate Kiss, sob custódia no hospital em que está internado desde domingo (27), informou que os extintores de incêndio do estabelecimento não estavam vencidos. Na terça-feira (29), a Brigada Militar, em nota, também confirmou a validade do equipamento. Além disso, Marques ressaltou que, como a data de vencimento estava próxima, Elissandro pediu para que fosse realizada a troca. O advogado disse, ainda, que o equipamento sempre estava nos locais adequados.

— Inclusive existia um no palco. Convenhamos, não é um local onde este objeto fique bonito. 

Marques informou que deve encaminhar à polícia ainda na tarde desta quarta-feira (30), uma série de documentos relativos ao funcionamento, estrutura e obras feitas na boate Kiss como os documentos de licença de operação e os pagamentos feitos ao Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) pelas obras realizadas no local.

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Boate Kiss estava superlotada na noite da tragédia, diz Corpo de Bombeiros

Segundo o advogado, nestes papéis constam também várias provas de que o estabelecimento funcionava legalmente, apesar do alvará estar vencido desde agosto de 2012. Segundo ele, o pedido de vistoria para obter um novo foi realizado em outubro do mesmo ano ao Corpo de Bombeiros da cidade.

— O alvará confirma a fiscalização da boate e foi pedida uma vistoria para a obtenção do outro em 19 de outubro do mesmo ano, que estava no aguardo, mas isso não tem nenhuma interferência direta na tragédia.

Esta série de documentos foi levantada, de acordo com Marques, a pedido de Elissandro. O advogado comentou, ainda, o suposto sumiço das imagens das câmeras de segurança da boate. Marques afirmou que, entre os documentos, há uma declaração assinada do dono de uma loja especializada atestando que o equipamento estava na empresa há meses. Há também uma troca de e-mails em que Elissandro pediria uma solução para o problema das câmeras.

— Houve uma primeira tentativa de colocação do equipamento e não deu certo. Foi trocada a empresa e também ocorreram dificuldades.

Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou mais de 230 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

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Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

Veja a cobertura completa da tragédia

Maioria das vítimas era de estudantes. Veja o perfil

Prisões

Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.

Na tarde de segunda-feira, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

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