Dilma comemora leilão de aeroportos e ágio 'extraordinário'
Consórcio da Odebrecht com a operadora de aeroportos Changi venceu a disputa pelo Galeão
Economia|Do R7

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o leilão para concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG) nesta sexta-feira (22), que resultou numa arrecadação de mais de R$ 20 bilhões para o governo, foi muito bem-sucedido, e comemorou o ágio "extraordionário".
Consórcio formado pela Odebrecht, uma das maiores empresas privadas do Brasil, e a operadora de aeroportos Changi, de Cingapura, venceu a disputa pelo Galeão com uma oferta de R$ 19,018 bilhões, quase quatro vezes maior que o lance mínimo definido pelo governo.
O aeroporto de Confins foi arrematado pelo consórcio formado por CCR e as operadoras dos terminais de Zurique e de Munique, com lance final de R$ 1,82 bilhão, ágio de 66% sobre o mínimo estipulado.
Aeroporto do Galeão é arrematado por R$ 19 bi, e Confins por R$ 1,8 bi
"Essa licitação de hoje foi muito bem-sucedida", disse Dilma em discurso durante cerimônia para anúncio de investimentos em mobilidade urbana em Fortaleza.
Segundo a presidente, o sucesso do leilão reflete "o enorme interesse" dos investidores no Brasil e mostra claramente que o Brasil continua sendo uma das grandes oportunidades para os brasileiros.
A presidente voltou a atacar os "pessimistas" e disse que terão "um dia de amargura" com o sucesso do leilão dos aeroportos. Ela reiterou a confiança no plano do governo de melhorar a infraestrutura logística do país por meio de concessões.
"Tenho certeza que as próximas licitações não vão dar errado. A arrecadação é importante para o país, mas para o futuro do país o importante são esses investimentos que vão dar estrutura para todos nós", afirmou.
A transferência de aeroportos para a iniciativa privada é parte do ambicioso plano do governo Dilma de melhorar a infraestrutura logística do país, um dos principais entraves para o crescimento econômico e um problema sério a ser resolvido antes de o país receber a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.
Os dois aeroportos leiloados nesta sexta, no entanto, não devem sofrer mudanças a tempo da Copa do Mundo, já que os consórcios vencedores só assumirão os terminais em março, três meses antes do início do Mundial.
Além dos aeroportos, o plano do governo inclui a concessão de rodovias, ferrovias e portos.












