Professores estaduais encerram greve mais longa da história em São Paulo
STJ derrubou liminar que dava direito aos professores de receberem os dias parados
Educação|Do R7, com Estadão Conteúdo

Os professores estaduais decidiram pelo fim da greve mais longa da história, após votação em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (12), no vão livre do MASP, na avenida Paulista, na região central de São Paulo.
Os professores haviam conseguido uma liminar para receber pelos dias parados, que foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça. Segundo a assessoria de imprensa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), esse foi um dos motivos que resultou na suspensão da greve, que durou 92 dias.
O sindicato dos professores estima que 8.000 pessoas participaram da assembleia. Um grupo menor de docentes votou contra a suspensão da greve e hostilizou a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, que deixou rapidamente o local da reunião.
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Ainda segundo a Apeoesp, a Secretaria Estadual de Educação vai elaborar um calendário para a reposição das aulas. Os professores já retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (15).
Maria Izabel disse que os professores suspenderam a greve após o movimento perder força com o corte do pagamento de dias parados. Ela, no entanto, disse que o movimento por reajuste salarial continuará com protestos. De acordo com a presidente, o governo estadual sai perdendo, mesmo com o fim da greve, porque os professores voltam desmotivados para a sala de aula.
Segundo a organização, a negociação salarial com o governo do Estado continua. Os docentes reivindicam 75,33% de aumento salarial para a equiparação salarial com os profissionais de ensino superior completo. Além disso, os professores exigem a plena aplicação da jornada do piso, a reabertura de classes fechadas, o imediato desmembramento das salas superlotadas, uma nova forma de contratação de professores temporários, aumento do vale-transporte e refeição, transformação do bônus em reajuste salarial e água em todas as escolas para todos.
O governo prometeu aos professores encaminhar à Assembleia Legislativa um PL (Projeto de Lei) que aumenta o contrato dos professores temporários de 300 dias para três anos. Outro PL é para garantir o direito dos professores de utilizarem assistência médica do servidor público.













