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Escândalo de suposta espionagem estoura a poucos dias de pleito neozelandês

Dados de civis teriam sido coletados em massa para alimentar programa dos "Cinco Olhos"

Internacional|Do R7

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O escândalo de uma suposta espionagem em massa aos cidadãos, que o Governo nega, sacode a Nova Zelândia a poucos dias das eleições gerais nas quais o primeiro-ministro conservador, John Key, é favorito.

O jornalista americano Glenn Greenwald deve divulgar hoje informação proporcionada pelo ex-espião americano Edward Snowden sobre a coleta em massa de dados por parte do Escritório Governamental de Segurança nas Comunicações (GCSB), dentro da aliança dos "Cinco olhos".

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"Minha fonte, Edward Snowden, à margem do que se pense dele, sempre demonstrou ser preciso. Ele assegura que uma grande quantidade de metadata dos neozelandeses alimentou o programa 'Cinco Olhos'", disse hoje Greenwald à Radio New Zealand, em referência ao acordo secreto que une Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

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Esses documentos serão apresentados na conferência "Momento da Verdade", na cidade neozelandesa de Auckland, organizada pelo empresário do setor de informática alemão Kim Dotcom, a quem os EUA querem extraditar por suposta pirataria eletrônica e que foi espionado ilegalmente pela GCSB.

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O primeiro-ministro neozelandês ressaltou que nem a GCSB nem seus parceiros dos "Cinco Olhos" colheram dados maciços dos neozelandeses e se comprometeu a desclassificar documentos para respaldar seu argumento, segundo a emissora neozelandesa.

Key esclareceu que as acusações de Greenwald se referem a uma proposta para coletar dados que previnam ciberataques, um plano que apesar de ter sido considerado, disse, nunca foi iniciado.

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Na conferência "Momento da Verdade", na qual Julian Assange participará por videoconferência, Dotcom também pretende revelar um suposto plano de Key para outorgar-lhe residência neozelandesa, antes de sua detenção em 2012, para poder extraditá-lo para os EUA.

Key assegurou em várias oportunidades que não sabia da existência de Dotcom até o dia de sua detenção nos arredores de Auckland. 

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