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General da ditadura de Pinochet se suicida por perda de regalias no presídio

Odlanier Mena se matou porque não queria ser transferido da prisão onde tinha benefícios

Internacional|Do R7

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Odlanier Mena se suicidou em função de uma ordem de transferência do presídio onde cumpria pena e usufruía de regalias
Odlanier Mena se suicidou em função de uma ordem de transferência do presídio onde cumpria pena e usufruía de regalias

O general reformado Odlanier Mena, ex-chefe da Central Nacional de Informações (CNI), condenado por violações aos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet, se suicidou neste sábado (28) em função de uma ordem de transferência do presídio onde cumpria pena e usufruía de regalias.

Mena, de 87 anos, era o réu mais idoso do país e o único dos dez militares condenados por violações aos direitos humanos. Ele se encontrava detido no presídio especial Cordillera, onde tinha o benefício de poder ir para casa nos fins de semana.

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"Ele se suicidou em casa em consequência da ação de transferência do presídio de Cordillera para Punta Peuco. O general Mena se encontrava num estado de saúde muito delicado. Em Punta Peuco, não ia ter a atenção médica de que necessitava", explicou o advogado do preso, Jorge Balmaceda.

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Mena deixou uma carta publicada neste sábado no jornal El Mercurio sob título "Plano Condor" na qual afirma: "Declaro, sob juramento, que não tive conhecimento nem participação alguma nessas ações ilegais".

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O Plano Cóndor foi uma operação através da qual as ditaduras do Cone Sul se coordenaram na década de 70 para o extermínio de opositores.

Mena, que cumpria pena de seis anos pelo fuzilamento de três militantes socialistas em Arica, em 1973, foi o primeiro chefe do CNI quando Pinochet dissolveu a DINA, a polícia que operou nos primeiros e mais sangrentos anos da ditadura (1973-1990), que deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

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